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quarta-feira, 4 de junho de 2014

                      RECADO AOS SEGUIDORES DESTE BLOG

                                                       Queridos Amigos

Primeiramente, quero agradecer a todos pela bondade de participarem deste nosso humilde blog, onde, com nossos poucos recursos cognitivos, procuramos repassar às pessoas alguns conhecimentos trazidos por Allan Kardec, os Espíritos Superiores e também os colaboradores encarnados do Espiritismo. Em geral, trazemos textos de autores consagrados pela seriedade e baseados nas diretrizes estabelecidas pelo insígne Codificador Allan Kardec, resumindo-os, para facilitar o entendimento de quem porventura acessar esta página. Algumas vezes, damos nossa opinião sobre certos temas que temos facilidade ou recebemos inspiração de Amigos Espirituais, que estão sempre nos amparando.
Em segundo lugar, fico imensamente feliz ao constatar que milhares de pessoas já acessaram este blog, que é voltado exclusivamente para a Doutrina Espírita. Conforme dados divulgados pelo Google, mais de dezenove mil acessos a esta página foram realizados. 
Desse modo, quero dizer a todos que a nossa Rádio Mundo Espírita - www.radiomundoespirita.com, que roda as melhores músicas Espíritas existentes em nosso país, agora também está com centenas de mensagens espalhadas por toda a programação, 24 horas. Temos a pretensão de divulgar muito mais a Rádio Mundo Espírita para que, através das belíssimas músicas e mensagens Espíritas, atinjamos um público cada vez maior. Isto significa espalhar a Doutrina Espírita para milhares de pessoas que nada sabem sobre esta doutrina consoladora.
Todos os seguidores, se assim o desejarem, poderão enviar para nosso e-mail(luizalbertoespirita@gmail.com) suas fotografias para abrilhantarem ainda mais nossa webradio.
Quem quiser divulgar nosso blog e a Rádio Mundo Espírita nas Casas Espíritas ou em qualquer lugar, fique à vontade, bastando entrar em contato que enviaremos material de divulgação gratuitamente.
Por estarmos totalmente envolvidos nesta doutrina consoladora, aceitamos convites para palestras em qualquer lugar do Brasil ou Exterior, o que fazemos, também, gratuitamente. 
Finalmente, quero lembrar a todos que o estudo e a divulgação da Doutrina Espírita é crucial para nos melhorarmos e, assim, transformarmos a Terra em Mundo de Regeneração, conforme está previsto pela Espiritualidade Superior. Mas o mundo só vai chegar lá com a colaboração de cada um de nós.
Lembrando o valoroso médico Albert Schweitzer, que "aquele a quem o sofrimento pessoal  é poupado, deve sentir-se chamado a diminuir o sofrimento dos outros", podemos dizer que aquele a quem o Espiritismo já beneficiou, informando e consolando, deve sentir-se chamado a minorar o sofrimento alheio, colaborando com os Espíritos Superiores. A luz é para todos. Não percamos tempo, nem desperdicemos nossos recursos com coisas supérfluas. Como já disse o Espírito Emmanuel (Emanuél, como Joel, Isabel, Gabriel), "o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade: a caridade da sua  própria divulgação".
Vamos juntos, queridos Amigos, trabalhar pela Nova Era. Jesus nos espera há muito tempo. Que o Senhor nos abençoe!
Luiz Alberto


segunda-feira, 26 de maio de 2014

                              Fora da Caridade Não Há Salvação
                                     Cap. XV, de O Evangelho Segundo o Espiritismo
                           Questões 886 a 889, de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

                                      O de que precisa o Espírito para ser salvo
Ora, quando o filho do homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, sentar-se-á no trono de sua glória; reunidas diante dele todas as nações, separará uns dos outros, como o pastor separa dos bodes as ovelhas, e colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda. Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do reino que vos foi preparado desde o princípio do mundo; porquanto, tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber; careci de teto e me hospedastes; estive nu e me vestistes; achei-me doente e me visitastes; estive preso e me fostes ver.
Em verdade vos digo: todas as vezes que faltastes com a assistência a um destes mais pequenos, deixastes de tê-la para comigo mesmo.

                                           O Mandamento Maior
Mas os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca aos saduceus, se reuniram e, um deles, que era doutor da lei, foi propor-lhe esta questão para o tentar: - Mestre qual o grande mandamento da lei? Jesus lhe respondeu: - Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito. Esse o maior e o primeiro mandamento. E aqui está o segundo, que é semelhante ao primeiro: amarás o teu próximo como a ti mesmo. Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos. (Mateus, 22:34-40)
                                         Parábola do Bom Samaritano
Então, levantando-se, disse-lhe um doutor da lei, para o tentar: Mestre, que preciso fazer para possuir a vida eterna? - Respondeu-lhe Jesus: - Que é o que está escrito na lei? Ele respondeu: - Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, com todas as forças e de todo o teu espírito, e a teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe Jesus: - Respondeste muito bem; faze isso e viverás. Mas o homem, querendo parecer que era um justo, disse a Jesus: - Quem é o meu próximo? E Jesus lhe diz: - Um homem que descia de Jerusalém para Jericó, caiu em poder de ladrões, que o despojaram, cobriram de ferimentos e se foram, deixando-o semimorto. Aconteceu em seguida que um sacerdote, descendo pelo mesmo caminho, o viu e passou adiante. Um levita, que também veio àquele lugar, tendo-o observado, passou igualmente adiante. Mas, um samaritano que viajava, chegando ao lugar onde jazia aquele homem e tendo-o visto, foi tocado de compaixão. Aproximou-se dele, deitou-lhe óleo e vinho nas feridas e as pensou; depois, pondo-o no seu cavalo, levou-o a uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte tirou dois denários e os deu ao hospedeiro, dizendo: Trata muito bem deste homem e tudo o que despenderes a mais, eu te pagarei quando regressar. Qual desses três te parece ter sido o próximo daquele que caíra em poder dos ladrões? O doutor respondeu: - Aquele que usou de misericórdia para com ele. - Então, vai, diz Jesus, e faze o mesmo. (Lucas, 10:25-37)
Allan Kardec explica que "toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinos, ele aponta essas duas virtudes como sendo as que conduzem à eterna felicidade. Caridade e humildade, tal a senda única da salvação. Egoísmo e orgulho, tal a da perdição. Não podendo amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todos os deveres do homem se resumem nesta máxima: Fora da Caridade não há Salvação".
Na questão 886, de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta aos Espíritos Superiores: - Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus? E a resposta foi: - Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias, perdão das ofensas.
Ensina o Espírito Públio que "na figura do samaritano repudiado pelos seus irmãos de raça, Jesus encontrou o padrão objetivo límpido para ensinar que não basta ser juiz, nem sacerdote, nem qualquer coisa que represente alguma posição de respeito se, no momento da necessidade e da dor alheia, os indivíduos bem postos fingem que não vêem ou conhecem aquele caído ao longo do caminho. Aqueles que assim se conduzem, naturalmente, não conseguirão sequer salvar-se a si próprios, quanto mais encontrar a salvação perante Deus. A caridade que negaram aos que os rodeavam, caridade essa que vai mais longe do que a simples entrega de moedas ou bens, mas que precisa chegar à doação pessoal em tudo o que se faça, agora lhes fará falta perante a aduana da salvação espiritual, indicando ao funcionário da alfândega divina que o recém-chegado não possui os documentos que o habilitem a receber aquilo que pleiteia pelos cinco minutos de arrependimento e devotamento tardio, à beira do abismo da morte inadiável. Tal é a importância do gesto de arrebatamento caridoso, que Jesus o coloca acima das convenções clericais, das conveniências sociais, erigindo o odiado Samaritano que, sem obrigações sacerdotais, religiosas ou familiares, atendeu o irmão vitimado pelos ladrões, considerando-o digno de elogios, acima dos mentirosos e fingidos Levita e Sacerdote que, por dever de ofício, teriam que ter socorrido o homem caído no caminho mas nada fizeram." (Espírito Públio-Relembrando a Verdade-André L. Ruiz)
                                                  A Voz do Evangelho
Esparramado na poltrona, João Lício pensava. Sem dúvida, fora feliz nos negócios. Enriquecera. Seu nome nos bancos indicava créditos de milhões. Que aceitava o Espiritismo, aceitava. Nenhuma Doutrina mais consoladora. Mas daí a espalhar o que havia ajuntado, isso é que não. Meditava, assim, por haver recebido na véspera a solicitação de duzentos mil reais, da parte de amigos, para salvar grande obra periclitante. Para o montante do que possuía, a importância referida expressava migalha; entretanto, segundo refletia, já havia feito o possível. Dera grandes somas. Custeara a compra de vasto material. Cumprira com os preceitos da cooperação e da caridade. Sentia-se exonerado de quaisquer compromissos. Ainda assim, ouvira dizer que o Evangelho respondia a consultas e resolveu experimentar. Levantou-se. Procurou o Novo Testamento e, após recolhê-lo, tornou a sentar-se. Abriu indiscriminadamente. E caiu-lhe aos olhos a sentença de Jesus, no versículo dezenove do capítulo seis, das anotações do apóstolo Mateus:
"Não ajunteis tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem e onde os ladrões minam e roubam..."
Como se houvesse recebido um choque, ponderou que o trecho não apresentava significação para ele, porque sempre dera e dera muito a todas as instituições de caridade. Abriria outra vez. O Livro Divino, decerto, lhe reservava alguma consolação. Repetiu o movimento anterior e as páginas lhe mostraram o versículo dez do capítulo 17 dos apontamentos de Lucas, em que Jesus assim se expressa:
"Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer."
Surpreendeu-se mais ainda. O Evangelho como que o chamava a brios. Nervoso, inquieto, consultou pela terceira vez. E o livro aberto exibiu o versículo 20 do capítulo 12, igualmente das anotações de Lucas, em que a voz do Senhor solta esta frase:
"Louco, esta noite pedirão tua alma... E o que tens ajuntado para quem será?"
João Lício fechou o volume com mãos trêmulas. Espantado, tangido no íntimo, encerrou a consulta. E, tomando o chapéu, saiu, procurando os amigos, de modo a ver como poderia ajudar. (Espírito Hilário Silva-A Vida Escreve-C.Xavier-W.Vieira)

quarta-feira, 9 de abril de 2014

                                   Páscoa e Espiritismo

Quando comemoramos a Páscoa, mais uma vez nos defrontamos com cerimônias e posturas que não se coadunam com o homem moderno, do século XXI. Sempre é a mesma coisa, sempre estão acentuando o lado sanguinolento de um evento que ocorreu há cerca de dois mil anos. Ninguém lembra da mensagem de amor do Cristo, em que Ele mostra-nos que somos herdeiros do Altíssimo, que devemos crescer e compreender uns aos outros. Que devemos tolerarmo-nos e caminhar para o Alto. A mensagem continua esquecida. Os homens se prendem a questões externas, sem atentar para o conteúdo moral do exemplo deixado por Ele.
É interessante saber que a origem da Páscoa nada tinha a ver com a crucificação de Jesus, mas tinha a ver com a gratidão dos povos primitivos pela colheita de trigo, ou seja, a "festa dos ázimos", e, posteriormente, a partir de 1441 a.C., ao êxodo do povo judeu do Egito, retornando à Palestina.
As igrejas atuais incorporaram muitas práticas e cerimônias do judaísmo e de outras culturas.
Assim, os religiosos, passados poucos séculos da morte física de Jesus, criaram a tal "semana santa", insistindo na hipótese de o Cristo ter subido ao Céu com o corpo físico, num flagrante descaso com as leis da Natureza.
Ainda hoje, nesta festa chamada Páscoa, entre outras coisas, continuam a passar ideias que Jesus jamais ensinou, como a de não comer carne vermelha e a obrigatoriedade de ingerir somente peixe ou, ainda, de ter que jejuar nesta chamada "sexta-feira santa".
Em nenhum lugar dos textos evangélicos encontramos Jesus jejuando ou não comendo este ou aquele alimento. Ensinava Ele que "o mal não é o que entra pela boca, mas o que sai da boca do homem", pois, os judeus observavam muitas regras obsoletas.
O Espiritismo afirma ser impossível alguém ir viver no Mundo Espiritual com o corpo material, pois, lá é outra dimensão, onde vivem os seres espirituais, que não ingerem alimentos grosseiros como os nossos. A Espiritualidade é um estágio superior ao da materialidade, onde as leis são próprias daquela condição, sendo, portanto, diferentes das que regulam o mundo físico.
No passado, religiosos impuseram uma série de condutas que eram aceitas porque as pessoas não podiam contrariar a igreja dominante, que tinha poder de vida e morte sobre todos.
Pouco mais de quinhentos anos depois do retorno de Jesus aos planos espirituais elevados, suas ideias já não eram mais seguidas pela igreja dominante. Teólogos deste período criaram dogmas que não podiam ser contestados, desfigurando a Doutrina de Amor e Perdão do Messias.
A visão Espírita sobre a Páscoa é bem diferente da que observa por aí, pois não tem dogmas, nem rituais, ou quaisquer cultos externos, explicando racionalmente o Evangelho  do Cristo.
Assim, a Páscoa, do ponto de vista dessas igrejas, está envolvida num contexto negativo de culpa. Pela ótica judaico-cristã, nós, os habitantes deste planeta que nos denominamos cristãos, somos culpados por Jesus ter padecido na cruz para "nos salvar" dos nossos erros e dos erros dos nossos ancestrais, em especial Adão e Eva. Estes personagens bíblicos não passam de uma lenda, haja vista que a história da evolução do homem terrestre na realidade é bem mais longa e complexa do que afirmam os textos bíblicos. As pesquisas científicas demonstram que o homem vive na Terra há dezenas de milhares de anos, bem diferente do que consta no chamado livro sagrado.
Por outro lado, paralelamente, nesta festa-drama, dita religiosa, que se tornou a Páscoa, se bem analisada, verificaremos que são cerimônias primitivas e sempre repetitivas, nada tendo a ver com o Enviado Celeste, que afirmava ter vindo para que tivéssemos vida.
Nesta festa temos o comércio e o consumo de produtos acrescentados nos últimos séculos. A obrigatoriedade do consumo de peixe, por exemplo, na sexta-feira, entre outras práticas, raia ao absurdo. Ao longo dos séculos isto foi introjetado nas pessoas ditas cristãs e, até hoje, vemos dificuldade de muitos em perceber que isso nada tem a ver com a crucificação de Jesus e, principalmente, com a Sua mensagem.
O que tem a ver a carne de qualquer animal com o massacre do Cristo?
O que pensa Jesus a respeito disso nos dias atuais?
Acredito que deve lamentar as bobagens que temos inventado, tornando tortuosos os caminhos para encontrá-Lo e seguí-Lo.
E quanto às cerimônias tristes da chamada Via Sacra e o desfecho final, o que pensa Jesus?
Será que Ele está magoado conosco? Daí vem a culpa inventada por judeus e os ditos cristãos, seguidores nada esclarecidos do Cristo que, menos de trezentos anos depois da Sua partida, criaram uma série de mortificações, sacrifícios e dogmas, despejando, por séculos, goela abaixo em milhões de criaturas, que até hoje nada entenderam da vinda do Messias à Terra, repetindo coisas absurdas.
Por isso que ainda hoje se vê a repetição desse drama, e que continua sendo alimentado por igrejas que não prestaram atenção à mensagem do Cristo e muito menos possuem noção da realidade espiritual.
Na verdade, estas religiões estão paradas no tempo. Não aceitaram e continuam não aceitando a Terceira Revelação, que traz maiores esclarecimentos para a Humanidade.
Por isso volto a perguntar: Estaria Jesus chateado conosco porque não O entendemos e O massacramos há dois mil anos?
Quando Ele retornou, ao terceiro dia, e passou a encontrar-se com os apóstolos, em nenhum momento queixou-se dos seus carrascos ou dos próprios seguidores que o abandonaram em suas últimas horas de vida física.
E quanto a Judas? Jesus ficou magoado com ele?
Mas, se o Cristo sabia que Judas o trairia, por que permitiu que tal ocorresse? Por que entregou-se, deixando tudo se consumar?
Muito interessante o que escreveu Pedro de Camargo, em seu livro "Na Escola do Mestre". Ele lança inúmeros argumentos que vão desde a escolha de Judas como apóstolo, sua personalidade, e o conhecimento do Cristo a cerca do que faria.
O Espírito Amélia Rodrigues, no livro "Trigo de Deus"(psicografia de D. Franco), relata detalhes da visita de Jesus a Judas no Umbral, poucas horas depois da crucificação, dando-lhe amparo e consolo, dizendo-lhe que não o condenava. Vejam que o Cristo jamais se contradisse ao ensinar o perdão.
Contudo, o que temos assistido nestes vários séculos de obscurantismo, determinado pelos ditos "seus" representantes? Nada em favor de Judas, sempre sendo lembrado como a pior criatura do mundo, segundo esses religiosos. Sempre sendo malhado há mais de dois mil anos.
Assim, caberia ao Espiritismo, o Consolador, primeiro lembrar e interpretar a mensagem de Jesus que consta no Evangelho, segundo, trazendo os próprios personagens que viveram a história, como o próprio Judas, que em conversa com o Espírito Humberto de Campos, no livro "Crônicas de Além-Túmulo"(psicografia de C. Xavier), esclarecendo sua atitude na época da crucificação, comentando sobre suas reencarnações expiatórias até o século XV, encerrando sua evolução neste planeta e, desde aquela época, convivendo com Jesus no Mundo Espiritual.
E as pessoas aqui na Terra a maldizê-lo por centenas de anos, demonstrando uma ignorância tamanha.
Nós, Espíritas, encaramos a Páscoa como a derradeira lição de Jesus para a Humanidade, demonstrando a todos que devemos enfrentar nossas agruras sem revoltas e, provando a todos que a morte não existe, ao retornar no terceiro dia como havia prometido, continuando a orientar seus seguidores e a todos nós até hoje.

Luiz Alberto Cunha

terça-feira, 1 de abril de 2014

                                                    ABRIL, MÊS DO LIVRO ESPÍRITA 
TENDO EM VISTA QUE "O LIVRO DOS ESPÍRITOS" FOI LANÇADO EM 18 DE ABRIL DE 1857, INAUGURANDO NA TERRA A NOVA ERA, REVELANDO AS LEIS QUE REGEM O MUNDO ESPIRITUAL E A SUA ASCENDÊNCIA SOBRE O MUNDO MATERIAL, E MUITO MAIS, TODOS QUE ESTUDAMOS A DOUTRINA ESPÍRITA, INCENTIVAMOS A LEITURA E O ESTUDO DAS OBRAS BÁSICAS DO ESPIRITISMO, ESCRITAS POR ALLAN KARDEC SOB A SUPERVISÃO DOS ESPÍRITOS SUPERIORES. Infelizmente, muitas casas que levam o nome de "espíritas" ainda não acordaram para a imperiosa necessidade de estudar as obras básicas escritas por Allan Kardec. Mesmo as que são ligadas às federações, preferem estudar outras obras que não têm a profundidade das que o Codificador nos legou. Vejamos a opinião dos grandes estudiosos da Doutrina, como assinala Doris Gandres, do Correio Fraterno:
“Com este livro, a 18 de abril de 1857, raiou para o mundo a Era Espírita (...) "O Livro dos Espíritos" é o código de uma nova fase da evolução humana. É exatamente essa a sua posição na história do pensamento. Este não é um livro comum, que se pode ler de um dia para o outro e depois esquecer num canto da estante. Nosso dever é estudá-lo e meditá-lo, lendo-o e relendo-o constantemente.” - Introdução de José Herculano Pires na edição comemorativa dos cem anos do lançamento de "O Livro dos Espíritos".
Herculano Pires, como é conhecido, escritor e filósofo espírita de renome no meio e no Movimento Espírita, com dezenas de livros publicados e vasta atuação no cenário espiritista e laico, não poderia ter definido melhor a importância desse livro basilar que, para todo adepto sério e sinceramente interessado na Doutrina, não pode jamais ser relegado a segundo plano. Herculano ainda nos diz: “Sobre este livro se ergue todo um edifício: o da Doutrina Espírita. Ele é a pedra fundamental do Espiritismo, o seu marco inicial. O Espiritismo surgiu com ele e com ele se propagou, com ele se impôs e consolidou no mundo”.
E é verdade – nele, toda a doutrina de forma condensada e concisa, sem que, no entanto, se perca a clareza e haja qualquer prejuízo para o bom entendimento dos temas e princípios doutrinários; todos os demais livros que compõem a codificação ali estão contidos: "O Livro dos Médiuns", "O Evangelho Segundo o Espiritismo", "O Céu e o Inferno" e "A Gênese". Basta uma análise um pouco mais criteriosa e facilmente os detectamos no contexto de determinadas partes e questões. É muito comum vermos companheiros de ideal de boa-vontade se dedicarem à leitura e ao estudo, com entusiasmo e assiduidade, por exemplo, dos livros de André Luiz, os quais, ressaltamos, trazem muitos esclarecimentos compatíveis com os princípios espiritistas – mas é preciso conhecer-se o corpo doutrinário para poder distinguir essa qualidade... Aliás, basicamente, o que se vê é o estudo do Nosso Lar repetido seguidamente em várias Casas Espíritas... O que se vê, ainda, em muitas ocasiões, é uma atração quase irresistível por títulos novos, por romances e livros até algo sensacionalistas ou de autoajuda, alguns trazendo implicitamente promessas de transformação interior fácil mediante certas posturas externas... Hoje, o mercado transborda de todo tipo de livros ditos espíritas... O que se percebe lamentavelmente é um interesse muito mais evidente com relação a diversos outros livros “bonitos e emotivos” em detrimento dos livros kardecianos, que são os que sustentam efetivamente nosso aprendizado quanto às leis da vida. Certamente que, uma vez conhecedores dos livros chaves da codificação, os acima enumerados, podemos, e até devemos, estender a nossa Cultura Espírita, buscando esclarecimentos em outros tantos livros sérios, notadamente entre os clássicos da nossa literatura doutrinária. O que não podemos, e até não devemos, é sair ‘correndo atrás’ de todo e qualquer livro que surja no mercado, com belo título, bela capa, alguns com nomes difundidos, outros não, a maioria repetitivos, sem nada acrescentar ao nosso entendimento da vida – então quando se trata de autor desencarnado, seja quem for, é quase uma febre coletiva... Os encarnados, ainda que reconhecidamente esclarecidos doutrinariamente e esforçados no que se refere à sua postura fraterna e edificante, ficam esquecidos nas prateleiras de livrarias e bibliotecas – quantas são as Casas Espíritas onde se encontram com facilidade livros de Deolindo Amorim, do citado Herculano Pires, de Herminio Miranda, de Carlos Imbassahy, de Ernani Guimarães e outros... Alguns desses mencionados hoje já estão desencarnados, mas deixaram obras valiosíssimas enquanto aqui caminhavam conosco...
Mas, tudo isso só pode ser devidamente avaliado a partir de UM livro, quando estudado, refletido e compreendido em profundidade e com respeito, para não dizer veneração, pois é a viga mestra, a pedra angular da Cultura Espírita – esse um é "O LIVRO DOS ESPÍRITOS"!

sábado, 22 de março de 2014

       Lembrando o retorno de Kardec ao Mundo Espiritual
Como apagados colaboradores da Terceira Revelação, não podemos deixar de lembrar que neste derradeiro dia de março partia da Terra o insígne professor que legou-nos o imenso trabalho de reunir em livros o Consolador prometido por Jesus, trazendo para a Humanidade mais uma etapa de importantes esclarecimentos e conhecimentos para o nosso progresso. Lembramos a todos que existem inúmeras obras que detalham a vida e a obra deste grande apóstolo de Jesus. Aqui neste espaço diminuto, apenas queremos lembrá-lo em poucas palavras e com muito carinho pela sua dedicação, aproveitando as palavras, no final, do nosso querido Humberto de Campos cuja pena aprofunda todos os nossos sentimentos.
Com 65 anos incompletos, Allan Kardec, depois de intensa atividade à qual se dedicou com amor, afinco e esforço heróico à causa Espírita, desencarnou em Paris no dia 31 de março de 1869. O corpo do Codificador ou Organizador da Doutrina Espírita foi sepultado no cemitério Montmartre, sendo, posteriormente transferido para o cemitério Père-Lachaise, com a seguinte inscrição no pórtico do dolmen, que resume a Doutrina Espírita: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a Lei".
Poucos sabem a sua história como professor e escritor famoso, pois usava o nome de Hyppolite Léon Denizard Rivail, nome este de nascimento, antes de dedicar-se aos estudos Espíritas e muito menos a sua trajetória espiritual que o levou à missão aqui na Terra, como organizador do Espiritismo, por ordem do próprio Cristo, em virtude de ser Espírito Elevado, sendo, portanto, capacitado para tal. Allan Kardec foi o elo de ligação entre a Espiritualidade Superior e os homens. Os Espíritos Superiores, sob orientação de Jesus, confiaram a ele a difícil tarefa de convencer sábios, pensadores, filósofos e cientistas de renome, tendo em vista que estes não aceitavam os princípios espirituais defendidos pela desacreditada religião oficial, que havia falido no propósito de espiritualizar a Humanidade.
"Conta-se que logo após a sua desencarnação, quando o corpo ainda não havia baixado ao Montmartre para descansar à sombra do dólmen dos seus valorosos antepassados, uma multidão de Espíritos veio saudar o mestre no limiar do sepulcro. Eram antigos homens do povo, seres infelizes que ele havia consolado e redimido com as suas ações prestigiosas, e, quando se entregavam às mais santas expansões afetivas, um lâmpada maravilhosa caiu do céu sobre a grande assembleia dos humildes, iluminando-a com a luz que, por sua vez, era formada de expressões do seu 'Evangelho Segundo o Espiritismo', ao mesmo tempo que uma voz poderosa e suave dizia do Infinito:
"Kardec, regozija-te com a tua obra! A luz que acendeste com os teus sacrifícios na estrada escura das descrenças humanas vem felicitar-te nos pórticos misteriosos da Imortalidade... O mel suave da esperança e da fé que derramaste nos corações sofredores da Terra, reconduzindo-os para a confiança na minha misericórdia, hoje se entorna em tua própria alma, fortificando-te para a claridade maravilhosa do futuro. No Céu estão guardados todos os prantos que choraste e todos os sacrifícios que empreendeste... Alegra-te no Senhor, pois teus labores não ficaram perdidos. Tua palavra será uma bênção para os infelizes e para os desafortunados do mundo, e ao influxo de tuas obras a Terra conhecerá o Evangelho no seu novo dia!... "
Acrescenta-se, então, que grandes legiões de Espíritos eleitos entoaram na Imensidade um hino de hosanas ao homem que organizara as primícias do Consolador para o planeta terreno e que , escoltado pelas multidões de seres agradecidos e felizes, foi o mestre, em demanda das esferas luminosas, receber a nova palavra de Jesus.
Kardec! eu não te conheci e nem te poderia entender na minha condição de homem perverso da Terra, mas recebe, no dia em que o mundo lembra, comovido, a tua presença entre os homens, o preito da minha amizade e da minha admiração." (Espírito Humberto de Campos-Crônicas de Além Túmulo-C. Xavier)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

                                 Reflexão para 2014
Entramos o ano novo do mesmo modo como temos feito há décadas. Muito barulho, muita bebida, muita comida, muita bobagem, muitos acidentes fatais e centenas de outros com lesões irreversíveis. Tudo porque não refletimos ainda, a grande maioria dos habitantes deste planeta, de que somos Espíritos temporariamente encarnados e que a vida tem um grande objetivo: evoluir. Não estamos na Terra em férias. Todos temos que fazer algo, de acordo com nossas aptidões, para sermos úteis na sociedade em que vivemos, sem falarmos em nosso próprio sustento. Quem não gosta de trabalhar terá que compensar no futuro a sua indolência, pois, na natureza, todos os seres retribuem o que recebem da vida, de uma forma ou de outra, sendo úteis para alguma coisa. Milhões de pessoas sonharam com o prêmio da tal "mega da virada", mais uma ilusão vendida para aqueles que gostariam de ficar de "papo para o ar". Em poucas horas, ficamos sabendo que não fomos aquinhoados pela chamada "sorte", e temos que voltar à realidade, isto é, trabalhar. Por que a esmagadora maioria tem de trabalhar? Imaginem o mundo sem lixeiro, faxineira, cozinheiro, motorista, pedreiro, balconista, professor, médico, dentista, etc., pois a lista é grande de profissões e serviços indispensáveis para todos nós.
Por estes e por outros motivos, Paulo, o chamado "apóstolo dos gentios", disse: "Desperta, tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará! Portanto, andai prudentemente, não como néscios, mas como sábios, usando bem cada oportunidade, porquanto os dias são maus. Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor".
Deus é o sábio dos sábios, a origem de tudo. Portanto, Ele nos fez para progredirmos. Todo o Universo é movimento. Tudo se encadeia. Tudo é solidário. Em nenhum momento ficamos parados, muito menos no chamado "descanso eterno", como acreditam os incautos. Os Espíritos trabalham muito mais do que imaginamos. Jesus falava que Deus trabalha desde sempre e Ele também segue na labuta, uma vez que a morte não existe, como Ele próprio provou, retornando ao terceiro dia.
E o que esperamos do ano que se inicia. Temos reais esperanças ou temos ilusões?
Estou consciente do que faço neste planeta? Qual o meu papel?
Precisamos definir se estamos despertos e conscientes, para não repetirmos os mesmos enganos de sempre, típicos daqueles que não sabem o que fazem.
Diz Paulo que, se despertarmos, o Cristo nos iluminará.
Fazemos o que Jesus recomenda? Perdoamos sempre? Somos compreensivos, caridosos, tolerantes, pacíficos? Se fizermos o que Jesus recomenda, estaremos fazendo a vontade de Deus, nosso Pai Celeste.
Que neste novo ano prestemos mais atenção na mensagem de Jesus, chamada de Evangelho, para encontrarmos a verdadeira felicidade, sem as falsas ilusões das loterias, que os ladrões "roubam e as traças roem".

domingo, 1 de dezembro de 2013

                                           Natal de Jesus
                                 De quem é o aniversário?

Chegamos ao final de mais um ano. Desde novembro já notamos as lojas se movimentando para oferecer inúmeros ítens que, de certa maneira, passaram a fazer parte da data que é a mais comemorada pelo dito mundo cristão. Existem bilhões de pessoas aqui na Terra que esta data nada significa.
E nós, nos dizemos cristãos porque nos achamos seguidores das ideias de Jesus, o Cristo. Há mais de dois mil anos Ele esteve aqui na Terra. Há vários séculos, a Igreja Católica aproveitou as comemorações que se faziam na Europa, entre os dias 22 e 25 de dezembro, em homenagem ao Sol, quando o inverno inicia naquele continente, em que reunia milhares de pessoas, para comerem e beberem, entre outras coisas, exageradamente.
Assim, temos inúmeras religiões que se dizem seguidoras do Cristo e, algumas, declaram que são as únicas representantes Dele aqui na Terra. Todas têm seus adeptos, que as sustentam, que lhes seguem os preceitos, pensando assim, ganhar o Céu, alcançar o Paraíso...
Simpatizantes destas religiões ou não, por não termos ainda assimilado a mensagem trazida pelo Enviado Divino, até hoje, nossos Natais têm se caracterizado mais por festas pagãs, como antigamente em Roma e na Europa, em geral.
Preparamos uma grande festa, com frangos e perus, bebidas de todos os tipos, inúmeras iguarias, enfeitamos as casas com pinheiros cheios de bolinhas e luzes, trocamos presentes. As pessoas compram eletrodomésticos novos, roupas novas, carros novos, etc. E dizemos que estamos comemorando o Natal. De quem? Nosso? Sim, porque o que menos lembramos é do aniversariante, pois, comemos e bebemos como se estivéssemos nas antigas festas romanas. Não nos reunimos para falar sobre o aniversariante, sobre o que Ele representa para todos nós.
Por que?
Porque, na verdade, Ele ainda não nasceu para nós, dentro de nós.
O Seu nascimento ainda não nos tocou, ainda não despertou em nós a grande mudança que o Seu toque divino desperta, iluminando, transmitindo amor, ensinando fraternidade.
Por isso esquecemos de que o Natal é o Seu aniversário, onde devemos comemorar o Seu nascimento para o bem de cada um de nós, para o bem da Terra, quando cada um de nós houver despertado a divindade que existe dentro de nós. Enquanto não fizermos isto, a Terra continuará na escuridão, com a violência que sofremos e que somos portadores ainda, com milhões de pessoas marginalizadas, com fome, com doenças, explorações e massacres de toda ordem.
E a maioria ainda pergunta:  Por que?
Essa grande maioria até hoje não enxergou, não tem "olhos de ver". Logo após a crucificação de Jesus, o céu escureceu, armou-se uma tempestade. E o centurião comentou, como está no Evangelho: "Verdadeiramente este homem era filho de Deus. Na verdade este homem era justo."
Somos seguidores do "Justo"? Fazemos o que Ele pediu?
Quando compreendermos que Jesus é o aniversariante, deixando o nosso egoísmo de lado, vamos comemorar o Natal dando a Ele os melhores presentes, ao invés de comprar para nós "coisas".
E o presente que Ele espera de nós é "fazermos aos outros tudo o que gostaríamos que eles nos fizessem", todos os dias do ano e não só no final do ano, não só em dezembro, quando nos sensibilizamos com "alguma coisa no ar".
Um dia, sentiremos as alegrias do Natal de Jesus, todos os dias, porque seremos Seus seguidores de verdade, fazendo um mundo melhor, que chamaremos de "Nova Era".