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sábado, 4 de maio de 2013


O Aborto na Visão Espírita

No Livro dos Espíritos, Questão 358, Allan Kardec tratou deste sério problema perguntando aos Espíritos Superiores se haveria crime ao praticá-lo. E a resposta foi a seguinte:  “Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida de uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que estava se formando”.
Já na questão 880 do Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta qual seria o primeiro dos direitos naturais do homem,  e,  a resposta foi esta: “O de viver. Por isso ninguém tem de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal”.
Também muito interessante é na Questão 344 quando o eminente Professor Kardec indaga aos Seres Elevados sobre o momento da união do Espírito com o corpo, e eles responderam: “A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento.  Desde o instante da concepção, o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz. O grito, que o recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número dos vivos e dos servos de Deus”.
Na Questão 359, Allan Kardec perguntou se, caso o nascimento da criança pusesse em perigo a saúde da mãe,  haveria crime em sacrificar-se a primeira para salvar a segunda?  E a resposta foi: “Preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe”.
Qualquer argumento para permitir legalmente o aborto num país provém fundamentalmente da total ignorância do que seja a realidade Espiritual e das leis superiores que regem a Vida. O pequenino ser no útero materno é uma vida completa, não apenas biológica, mas principalmente espiritual. É um Espírito que volta à existência terrena e quase sempre programada pelos próprios pais.
Devido à falta de orientação sobre a reencarnação, imortalidade do Espírito, sexo e liberdade, propiciam essa prática tão terrível.
Diz Chico Xavier, no livro “Mandato de Amor”, “o aborto é sempre lamentável porque, se já estamos na Terra com elementos anticoncepcionais de aplicação suave, compreensível e humanitária, porque é que havemos de criar a matança de crianças indefesas, com absoluta impunidade, entre as paredes de nossas casas? Isto é um delito muito grave perante a Providência Divina, porque a Vida não nos pertence e, sim, ao Poder Divino.
Mesmo a lei permitindo, a Doutrina Espírita esclarece por que não devemos realizá-lo nos casos de estupro, mal formação congênita, etc.
Como conceber a violência física? Deus estaria ausente nestas circunstâncias? Cada pessoa ao reencarnar traz o seu passado gravado em si mesma. Somos Espíritos com inúmeras passagens pelo mundo terrestre, acumulando experiências e, irradiando, do nosso interior para a superfície da vida. Tal é a vítima. A jovem de hoje, traz em seu passado as marcas das atitudes que prejudicaram seus irmãos. Estas atitudes foram gravadas em forma de desequilíbrio em si mesma. Tanto de origem intelectual como de forma direta, a mulher de hoje ocasionou os crimes nesta área. Algumas pessoas invocam o direito da mulher sobre o seu próprio corpo como argumento para a descriminalização do aborto, entendendo que o filho é propriedade da mãe, não tem identidade própria e é ela quem decide se ele deve viver ou morrer. Não há dúvida quanto ao direito de escolha da mulher em ser ou não ser mãe. Esse direito ela o exerce antes da concepção, quando passa a existir, também, o direito de um outro ser, que é o do nascituro, que se sobrepõe ao outro.
Os recentes estudos científicos demonstram que o feto é uma personalidade independente que apenas se hospeda no organismo materno.
O Espiritismo explica que, após o abortamento, o Espírito rejeitado pode voltar-se contra a mãe e todos aqueles que se envolveram na interrupção da gravidez. Emmanuel, no livro “Vida e Sexo”, diz: “Admitimos seja suficiente breve meditação, em torno do aborto delituoso, para reconhecermos nele um dos fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das  obsessões catalogáveis na patologia da mente ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões”.
Mulher e homem cúmplices nas ocorrências do aborto criminoso, desajustam as energias psicossomáticas com intenso desequilíbrio, sobretudo, do centro genésico, implantando nos tecidos da própria alma a sementeira de males que surgirão a tempo certo, o que ocorre não só porque o remorso se lhes entranha no ser, mas porque assimilam, inevitavelmente, as vibrações de angústia e desespero, de revolta e vingança, dos Espíritos que a Lei lhes reservava para filhos.
Por isso compreendem-se as patologias que poderão emergir no corpo físico, especialmente na área reprodutora, como o desaguar das energias perispirituais desestruturadas, convidando o protagonista do aborto a rearmonizar-se com a própria consciência. E, dependendo da facilitação criada por atitudes mentais dela, poderá ocorrer a sintonia de vibrações, surpreendendo-a desagradavelmente.
Sempre é bom lembrar que o estupro jamais é planejado. Nestas circunstâncias, a Espiritualidade sempre procura transformar o mal em bem. Todavia, muitas vezes, a mulher, por pressões várias, opta em interromper a gravidez, gerando sofrimento para o Espírito reencarnante, conforme sua condição espiritual. De qualquer modo, o aborto provocado gera profundos traumas nas criaturas envolvidas, agravando a situação de todos. 
Ninguém é filho ou mãe de outrem sem motivo. A lei divina está sabiamente atenta para corrigir e reeducar, sempre atenuando os sofrimentos. Muitas vezes, Espíritos ligados à mulher, aproveitam o crime para renascerem através dela, auxiliando-a em muitas situações futuras.  E, se a mulher tiver problemas que a tornem incapaz de exercer a maternidade, restará, ainda, o recurso da adoção por alguém próximo ou não.
Uma fotografia do feto pegando na mão do médico
Descrição: http://www.cebezerrademenezes.com/pt/images/stories/aborto/Feto_Mao.png
Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para espinha bífida, realizada dentro do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica iria registrar talvez o grito a favor da vida mais eloqüente conhecido até hoje.
Enquanto Paul Harris cobria, na Universidade de Vanderbilt em Nashville, Tennessee, aquilo que considerou uma das boas notícias no desenvolvimento deste tipo de cirurgias, captou o momento em que o bebe tirou sua mão pequena do interior do útero da mãe, tentando segurar um dos dedos do doutor que estava a operá-lo.
A mão pequena que comoveu o mundo pertence a Samuel Alexander, nascido a 28 de dezembro 1999 (no dia da foto ele tinha 3 meses de gestação). os especialistas sabiam que não conseguiriam mantê-lo vivo fora do útero materno e que deveriam tratá-lo lá dentro, corrigir a anomalia fatal e fechá-lo para que o bebe continuasse seu crescimento normalmente.
Por tudo isto, a imagem foi considerada como uma das fotografias médicas mais importantes dos últimos tempos e uma recordação de uma das operações mais extraordinárias efetuada no mundo.
Uma espinha dorsal bífida pode levar a danos cerebrais, gerar paralisias diversas e até mesmo uma incapacidade total. Porém, quando pode ser corrigido antes de o bebê nascer, muitas são as chances de cura. Apesar do grande risco por o bebê não poder nascer ainda naquele momento. Nela, os médicos puderam tratar o bebe, cujo tamanho não era maior do que o de um porquinho da índia – sem o tirar do útero, fechar a abertura originada pela deformação e proteger a coluna vertebral de modo a que os sinais vitais nervosos pudessem ir agora para o cérebro.

Octávio Caúmo Serrano
O espírita jamais poderá ser favorável ao aborto, independente das circunstâncias, porque conhece a vasta programação que envolve um nascimento na Terra. Preparação de novo corpo, com base no passado daquele espírito, defeitos a serem combatidos e virtudes a serem mais extensamente exercitadas fazem parte do esquema de uma nova encarnação.
O aborto, quando consumado, destrói todo esse esquema, frustrando o espírito que se preparou para o novo nascimento, muitas vezes, depois de ser convencido a fazê-lo, por muito tempo.
Os defensores do planejamento familiar, desconhecendo as leis maiores e fundamentando-se, simplesmente, no plano material, insistem que as pessoas não podem ter muitos filhos porque não conseguem mantê-los, alimentá-los, instruí-los e educá-los, porque ganham salário pequeno e ficam distantes do lar, todo o tempo, na defesa da manutenção e da sobrevivência.
Evidentemente, para essas crianças, o futuro é sempre menos risonho. Comem mal, vestem-se mal e ficam jogados à própria sorte, contando com a sua própria índole para ser alguém de bom caráter, ou não.
Temos de analisar, por outro lado, que as pessoas de mais poder aquisitivo, mais bem postas na vida, não criam filhos para serem operários. Os filhos de rico têm de ser doutores. Mas se esquecem de que quem arruma a casa onde vivem, fazem a comida que eles comem e cuidam das roupas que seus filhos vestem, ou dirigem as vans que levam as crianças para a escola não são os doutores.
Quem coleta o lixo e as sobras das casas, quem entrega os remédios, as pizzas, as correspondências e encomendas, não são doutores; são operários que, apesar da vida dura, sustentam seus lares e, um pouco melhor ou pior, podem também dar aos filhos – até como exemplos e mais do que conversas – seguras orientações, para que sejam pessoas de bem.
Devemos considerar, ainda, sob a ótica das reencarnações sucessivas, que o fracassado rico de ontem pode ter aceitado viver, com dificuldade, esta nova etapa da sua eternidade espiritual, para experimentar na pele os testes mais difíceis.
Emmanuel foi um senador romano, para, depois, renascer como um escravo egípcio. Como Públius Lentulus, o senador de Roma cresceu menos, espiritualmente, que como Nestório, um anônimo serviçal em terras do Egito. A posição social nada tem a ver com a posição espiritual. Daí, muitas vezes, o filho estar acima do pai, e o empregado, acima do patrão, se analisados quanto ao degrau espiritual em que se encontram.
Se o aborto, em nenhuma circunstância, justifica-se, porque devemos sempre deixar as pessoas virem ao mundo, assim como, um dia, também nos deixaram nascer, sabe-se lá em que situação, com o entendimento trazido pelo Espiritismo, e aí é que o aborto perde totalmente o sentido.
Quando os governos defendem a realização do aborto, fazem-no por questões meramente econômicas. É mais barato expulsar um feto do ventre da mãe que acompanhá-la com pré-natal, fazer o parto, vacinar e alimentar a criança, pô-la numa escola, com os gastos da merenda escolar, ou criar creches para mantê-las, enquanto os pais cuidam da sobrevivência. Matá-la é muito mais barato. Por isso, os governos preferem a morte à vida.
Como Espíritas, digamos não ao aborto, incondicionalmente!

terça-feira, 16 de abril de 2013

“O Livro dos Espíritos”, um livro de 156 anos



Neste mês de abril de 2013 estamos a comemorar os 156 anos do lançamento, em Paris, de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, inaugurando no mundo a Era Espírita ou Era do Espírito. Nele se cumpria a promessa evangélica do Consolador, do Paracleto ou Espírito da Verdade. Sua primeira edição data de 18 de abril de 1857. 
A radiomundoespirita.com , num grande esforço de divulgação do Consolador
 prometido por Jesus , distribui "O Livro dos Espíritos", gratuitamente,  para 
todos aqueles que querem conhecer a Doutrina dos Espíritos Superiores, 
bastando somente solicitar pelos meios de contato deste site.


Segundo o Professor J. Herculano Pires,  “O Livro dos Espíritos” é o código de uma nova fase da evolução humana. E é exatamente essa a sua posição na história do pensamento. Este não é um livro comum, que se pode ler de um dia para o outro e depois esquecer num canto da estante. Nosso dever é estudá-lo e meditá-lo, lendo-o e relendo-o constantemente. Sobre este livro se ergue todo um edifício: o da Doutrina Espírita. Ele é a pedra fundamental do Espiritismo, o seu marco inicial. O Espiritismo surgiu com ele e com ele se propagou. Com ele se impôs e consolidou no mundo. Antes deste livro não havia Espiritismo, e nem mesmo esta palavra existia. Falava-se em Espiritualismo e Neo-espiritualismo, de maneira geral, vaga e nebulosa. Os fatos Espíritas, que sempre existiram, eram interpretados das mais diversas maneiras. Mas, depois que Kardec o lançou à publicidade, contendo os princípios da Doutrina Espírita, uma nova luz brilhou nos horizontes mentais do mundo.

Há uma sequência histórica que não podemos esquecer, ao tomarmos este livro nas mãos. Quando o mundo se preparava para sair do caos das civilizações primitivas, apareceu Moisés, como condutor de um povo destinado a traçar as linhas de um novo mundo. Ele não escreveu a Bíblia, mas foi ele o motivo central dessa primeira codificação do novo ciclo de revelações: o cristão. Mais tarde, quando a influência bíblica já havia modelado um povo, e quando esse povo já se dispersava por todo o mundo gentio, espalhando a nova lei, aparece Jesus; e das suas palavras, recolhidas pelos discípulos, surgiu o Evangelho.

A Bíblia é a codificação da Primeira Revelação Cristã, o código hebraico em que se fundiram os princípios sagrados e as grandes lendas religiosas dos povos antigos – a grande síntese dos esforços da antiguidade em direção ao espírito. Não é de se admirar que se apresente, muitas vezes, assustadora e contraditória para o homem moderno.

O Evangelho é a codificação da Segunda Revelação Cristã, a que brilha no centro da tríade dessas revelações, tendo na figura do Cristo o sol que ilumina as duas outras, que lança a sua luz sobre o passado e o futuro, estabelecendo entre ambos a conexão necessária.

Mas, assim como na Bíblia, já se anunciava o Evangelho, também aparecia a predição de um novo código, o do Espírito da Verdade, como se vê em João, XIV. E o novo código surgiu pelas mãos de Allan Kardec, sob a orientação do Espírito da Verdade, no momento exato em que o mundo se preparava para entrar numa fase superior de desenvolvimento.

Hegel, em suas lições de estética, mostra-nos as criações monstruosas da arte oriental, figuras gigantescas, de duas cabeças e muitos braços e pernas, e outras formas diversas, como a primeira tentativa do Belo para dominar a matéria e conseguir exprimir-se através dela. A matéria grosseira resiste à força do ideal, desfigurando-o nas suas interpretações. Mas, acaba sendo dominada, e, então, aparecem no mundo as formas equilibradas e harmoniosas da arte clássica. Atingido, porém, o máximo de equilíbrio possível, o Belo mesmo rompe esse equilíbrio, nas formas românticas modernas da arte, procurando superar o seu instrumento material, para melhor e mais livremente se exprimir. Essa grandiosa teoria hegeliana é perfeitamente aplicável ao processo das revelações cristãs: das formas incongruentes e aterradoras da Bíblia, passamos ao equilíbrio clássico do Evangelho, e deste à libertação espiritual de “O Livro dos Espíritos”.

Cada fase da evolução humana se encerra com uma síntese conceptual de todas as suas realizações. A Bíblia é a síntese da antiguidade, como o Evangelho é a síntese do mundo greco-romano-judaico, e O Livro dos Espíritos a do mundo moderno. Mas cada síntese não traz em si tão somente os resultados da evolução realizada, porque encerra também os germens do futuro. E na síntese evangélica temos de considerar, sobretudo, a presença do Messias, como uma intervenção direta do Alto para a reorientação do pensamento terreno. É graças a essa intervenção que os princípios evangélicos passam diretamente, sem necessidade de readaptações ou modificações, em sua pureza primitiva, para as páginas deste livro, como as vigas mestras da edificação da Nova Era.

O Livro dos Espíritos não é, porém, apenas a pedra fundamental ou o marco inicial da nova codificação. Porque é o seu próprio delineamento, o seu núcleo central e ao mesmo tempo o arcabouço geral da Doutrina. Examinando-o, em relação às demais obras de Kardec, que completam a codificação, verificamos que todas essas obras partem do seu conteúdo.

O Livro dos Espíritos contém, como declarou Allan Kardec, "Os princípios da Doutrina Espírita", sendo, portanto, o seu tratado filosófico. Mesmo que não tenha sido elaborado em linguagem técnica e não observe os rigores da minuciosa exposição filosófica, é todo um complexo e amplo sistema de filosofia que nele se expõe.

A natureza religiosa do Livro dos Espíritos ressalta desde as suas primeiras páginas. Kardec o inicia pela definição de Deus. Mas, o Deus Espírita não é antropomórfico. A definição Espírita é incisiva: “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”.

Enganam-se aqueles que confundem a Inteligência Infinita com o homem finito, e a Religião Espírita com os formalismos religiosos.

Kardec emprega a linguagem que podemos empregar para tratar de Deus. Não O humaniza. Apenas O coloca ao alcance da compreensão humana. Kardec pergunta aos Espíritos Superiores  se existem dois elementos gerais, o Espírito e a matéria, e os Espíritos respondem:

“Sim e acima de tudo Deus, o Criador, o Pai de todas as coisas. Deus, Espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade Universal.”

Tudo avança para Deus, do átomo ao arcanjo.


Ensina o Professor Raul Teixeira que O Livro dos Espíritos é chamado assim porque ele é um trabalho fundamentalmente dos Espíritos, sim, das almas que viveram na Terra, ou não. De seres que, em determinado momento da História da sociedade humana, entenderam que precisava a Humanidade receber instruções para continuar seus passos adiante.

E, foi por isso que surgiu em Paris, no ano 1857, O Livro dos Espíritos, seu autor ou seus autores.

Allan Kardec era o pseudônimo do professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, notabilíssimo mestre-escola em Paris, laureado pela Academia de Arras, uma cidade ao norte de Paris, numa época em que essa premiação correspondia, praticamente a um Prêmio Nobel, por seus trabalhos realizados,  na área da educação.

E o professor Rivail adotou o pseudônimo de Allan Kardec.

“O Livro dos Espíritos” nos traz verdadeiras maravilhas. Mas, lamentavelmente, no bojo da nossa sociedade contemporânea, em virtude de muitos malefícios que religiões institucionalizadas criaram na mente humana, malefícios que representam preconceitos, medos, pavores quando, ao invés de louvarem a Deus, ensinaram as pessoas a temer Satanás, O Livro dos Espíritos muitas vezes é malvisto. Há pessoas que têm verdadeiro horror do nome espíritos.

Mas, quando lemos a Bíblia, logo no seu primeiro versículo, lemos que: O Espírito de Deus flutuava sobre a face do abismo.    

Logo, o termo espírito não deveria oferecer amedrontamento às pessoas. Por causa disso, muita gente se impede de ler O Livro dos Espíritos. Como se ao tocá-lo, ao lê-lo, ao se situar em torno de suas páginas, fossem ficar marcadas, assinaladas por alguma negatividade. E perdem um excelente ensejo de desfazer muita ignorância em torno das questões espirituais, de encontrar roteiro para muitas de suas dúvidas e de ser feliz.

O Livro dos Espíritos é um dos trabalhos mais eloquentes, no mundo do Espiritualismo. Allan Kardec o abre, intitulando-o de Filosofia Espiritualista, no seu geral, porque atende a todas as questões do Espiritualismo Universal e no seu particular é a Doutrina Espírita.

Espírita que deu Espiritismo, exatamente porque é a doutrina, o ismo dos Espíritos. Como temos o materialismo, que é a doutrina, ismo, da matéria. Como temos o Budismo, é a doutrina, ismo, do Buda. Então, temos o Espiritismo querendo dizer que todo esse contexto e os textos de O Livro dos Espíritos vieram fundamentalmente do trabalho dos Imortais. Quem são esses Imortais?

Vultos da História passada, recente,  da Humanidade. Vultos que deram nome a muitos santos, que vibram nos altares da crença romana. Vultos que participaram das lutas da Europa, da filosofia e pessoas desconhecidas da grande massa humana.

Todos esses seres, vinculados profundamente à proposta que Jesus Cristo veio trazer a Terra. Fundamentalmente, O Livro dos Espíritos vem trazer-nos respostas a múltiplas questões relativas à: 

Quem somos? De onde viemos? O que nos cabe realizar aqui na Terra e para onde iremos?

O gênio pedagógico do professor Rivail, do nosso Allan Kardec, permitiu que ele dividisse, distribuísse esses temas em quatro partes.

O primeiro deles: Das causas primárias. Nessas causas primárias, O Livro dos Espíritos aborda a gênese, as origens, desde Deus ao bem, ao mal, à matéria, seu surgimento, sua realidade ou não sobre o mundo.

A segunda parte de O Livro dos Espíritos é Do mundo espírita ou dos Espíritos, que nós chamamos comodamente de mundo espiritual.

Ali, Allan Kardec estudará todas as nossas relações com os seres espirituais, com os chamados mortos, ao mesmo tempo que a maneira ou as formas como os mortos se relacionam conosco.

Encontraremos na terceira parte de O Livro dos Espíritos, Das Leis Morais, em dez Leis, começando pela Lei de adoração: relação do homem com o seu Criador, até a Lei de amor, justiça e caridade, perpassando por Lei de liberdade, Lei do progresso, Lei de destruição, Lei de sociedade e outras várias,  a fim de permitir que tenhamos uma elucidação sobre as coisas mais representativas da nossa vida na Terra.

E a quarta e última parte de O Livro dos Espíritos trata das consequências dos nossos atos, enquanto estamos na Terra. Trata de falar, de enfocar, como é que a Divindade analisa e reage diante de tudo que nós fazemos: Das esperanças e consolações é o título da quarta parte de O Livro dos Espíritos.

É importantíssimo pensar que essa obra, com seus esclarecimentos, com suas elucidações, vem atravessando os períodos mais densos da Humanidade, nesses cento e cinquenta e quatro anos.

Não podemos esquecer que O Livro dos Espíritos nasce em 1857, século XIX. O século XIX foi chamado século das luzes, o século em que muitos ícones foram derrubados e outros pensamentos notáveis se ergueram.

O século XIX permitiu-nos conhecer saídas da filosofia natural, várias ciências, como a física, como a química, que saiu da alquimia, como a astronomia, que saiu da astrologia empírica e várias outras ciências que se conformaram no bojo do século XIX.

Audaciosamente, o Espiritismo nasce nesse século que estava demolindo  pensamentos, construindo outros. Percebemos que o Espiritismo tem o aval da Ciência e do pensamento do século XIX. O Espiritismo tem o aval dos pensamentos filosóficos de então.

Por isso vem resistindo até hoje, apesar daqueles que têm medo de tocá-lo, supondo que ao tocarmos O Livro dos Espíritos, teremos que nos tornar Espíritas, quando ninguém que toque um livro de matemática se torna matemático, ninguém que leia um livro de História se torna historiador, obrigatoriamente.

Mas, com toda certeza, ao estudarmos ou lermos O Livro dos Espíritos, cento e cinquenta e seis anos depois da sua publicação, diminuiremos fundamentalmente a nossa ignorância relativamente aos Seres Espirituais, que somos nós e à nossa realidade no mundo.  


segunda-feira, 15 de abril de 2013


Não Saiba a Vossa Mão Esquerda o que Dê a Vossa Mão Direita
Cap. XIII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec

Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita, a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai que vê o que se passa em segredo, vos recompensará. (Mateus, 6:1-4)
Todos os ensinos de Jesus objetivam abrir nossas mentes para a realidade espiritual. Somos Espíritos vinculados a este planeta para a grande tarefa de evolução. Nascemos na Terra periodicamente e temos inúmeras oportunidades para aprender e para sermos auferidos, ou testados. Assim, é necessário que tenhamos consciência de que, nós e tudo o que detemos, são empréstimos concedidos pelo Criador para uma vida produtiva, bem como para uma vida solidária, amparando aqueles que, por razões que desconhecemos, passam por experiências bem mais duras do que as nossas, necessitam do próximo que está mais próximo. Neste capítulo do Evangelho, Kardec mostra-nos que existe a caridade material e a caridade moral, esclarecendo que ambas são importantes, diante das contingências, mas que qualquer um, pobre ou rico, pode dar algo de seu, imaterial, como respeito, carinho, atenção, sorriso, para alguém. No caso da Viúva Pobre, o Cristo dá um exemplo de que, para Deus, o que vale mais é o que é dado com o coração e até com sacrifício, e não as quantidades dadas sem sentimento, apenas para mostrar aos outros que se é dadivoso, vivendo de aparências, como costumamos fazer, sem realmente o sermos.
Ensina Allan Kardec que “em fazer o bem sem ostentação há grande mérito, ainda mais meritório é ocultar a mão que dá; constitui marca incontestável de grande superioridade moral, porquanto, para encarar as coisas de mais alto do que faz o vulgo, mister se torna abstrair da vida presente e identificar-se  com a vida futura; numa palavra, colocar-se acima da Humanidade, para renunciar à satisfação que advém do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que prefere ao de Deus o sufrágio dos homens prova que mais fé deposita nestes do que na Divindade e que mais valor dá à vida presente do que à futura. Se diz o contrário, procede como se não cresse no que diz. A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito. Além de ser caridade material, é caridade moral, visto que resguarda a suscetibilidade do beneficiado, faz-lhe aceitar o benefício, sem que seu amor-próprio se ressinta e salvaguardando-lhe  a dignidade de homem, porquanto aceitar um serviço é coisa bem diversa de receber uma esmola. Ora, converter em esmola o serviço, pela maneira de prestá-lo, é humilhar o que o recebe, e, em humilhar a outrem, há sempre orgulho e maldade. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e engenhosa no dissimular o benefício, no evitar até as simples aparências capazes de melindrar, dado que todo atrito moral aumenta o sofrimento  que se origina da necessidade. Ela sabe encontrar palavras brandas e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em presença do benfeitor, ao passo que a caridade orgulhosa o esmaga. A verdadeira generosidade adquire toda a sublimidade, quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha meios de figurar como beneficiado diante daquele a quem presta serviço”.
O Espírito Públio, diz: “- Se ficar rico, construirei uma creche. Como sempre jogo e nunca ganho, a criança sem amparo é culpa de Deus que não me ajuda. Se conseguir o tal trabalho, prometo que ajudarei os velhos asilados. Acho que Deus não gosta de velho, pois não me ajuda a conseguir o emprego. Se Deus me ajudar na promoção, passando os outros para trás, prometo que vou usar todo o meu primeiro salário para comprar comida para os pobres. E enquanto os que se julgam bons ficam esperando ganhos especiais para que se proponha exercitar a própria bondade, as crianças sem amparo, os velhos sem ajuda e os estômagos vazios continuam multiplicados sobre o mundo. Quantos se perdem nos meandros de seus interesses egoísticos, tentando obter o patrocínio Divino para suas ambições, acenando com mentirosas promessas, falsas proposições ou indigno anseio de concretizar o amparo aos que sofrem somente depois que se sentirem amparados pelo Pai. Em verdade, o problema do mundo não é a fome, o abandono do velho ou da criança. Tudo isso é efeito de uma única causa. Tudo isso existe porque o egoísmo impera. Assim, na visão da Verdade, o que é imprescindível e necessário combater não é nem a falta de alimento, nem a carência de vagas para idosos, ou a ausência de creches e escolas para crianças. O combate principal é aquele que se deve travar contra o egoísmo, a chaga maior da Humanidade. Naturalmente que, para os famintos, anciãos ou infantes, o pedaço de pão, a cama macia ou o braço que acalente são importantes no remediar aquilo que é fruto direto e imediato do egoísmo. No entanto, quando o egoísmo estiver erradicado do mundo, não teremos filhos indiferentes que isolam os pais em asilos para se livrarem de suas responsabilidades, nem crianças nas ruas por falta de escola ou abrigo que as eduque, nem pessoas que não possuam o mínimo para sobreviver, quando outros poucos guardam com tanta avareza aquilo que poderia acabar com a fome de milhares de pessoas. Desejar ter primeiro para depois doar, ganhar para ajudar, conquistar para servir, é exercitar o egoísmo com a desculpa de matá-lo depois. Como seria possível ao egoísta lutar contra o egoísmo se ele não consegue livrar-se dele até para fazer o pouco Bem que se propõe realizar? Por este motivo, perante a Justiça do Universo, o problema maior não é o das creches, dos restaurantes populares, dos abrigos para idosos, é o da ausência da fraternidade produzida pelo egoísmo de cada pessoa”.
Para o Espírito Públio“ a caridade real é aquela que envolve a entrega pessoal, seja através de coisas, bens, recursos, sentimentos, atos, pensamentos, palavras. Em sua fundação, portanto, não está o desapossamento material indispensável, mas o desapossamento pessoal, através do qual o ser humano se desapega não apenas do que pensa lhe pertencer materialmente, mas, sim, daquilo que efetivamente, lhe pertence como atributo do Espírito. Através da prática da beneficência, naturalmente que livre de todo o interesse pessoal, por menor que seja, o Homem se reconhece divino por excelência e passa a se alimentar das fontes nutritivas superiores, reajustando o campo íntimo e reequilibrando os desajustes biomagnéticos e perispirituais, o que significa tornar-se antes, o primeiro médico de si próprio, no afã de preocupar-se em curar os que sofrem mais do que ele mesmo. (Relembrando a Verdade-Espírito Públio e André L. Ruiz, médium)


segunda-feira, 11 de março de 2013


Jesus, Judas e a Páscoa
Temos que comer peixe na sexta-feira santa?
Por que ainda “malham” Judas?
Com certeza, o peixe faz bem para a saúde e temos de comê-lo semanalmente.  Tendo em vista que na sexta-feira, dita santa, os preços do peixe sobem para as nuvens, opinamos que este é o dia menos indicado para comê-lo.
Muitas pessoas, cegamente, dizem que são obrigadas a comer peixe na sexta-feira da paixão, pois, seria pecado comer outras carnes neste dia. Pecado por quê? O que têm os alimentos de origem animal a ver com a crucificação do Cristo? Bilhões de pessoas não cristãs não observam esta regra. Será que elas não vão para o Céu, mesmo que nunca tenham ouvido falar em Jesus?
De onde tiraram isso?  Foi Jesus que ensinou a comer somente peixe no dia que “lembram” a sua crucificação? É lógico que não.  Ele jamais ensinou absurdos.
Então, perguntamos: O que o Espírito Superior, chamado Jesus, tem a ver com peixe ou qualquer sacrifício físico neste dia ou em qualquer outro do ano?  Nada!
Com certeza, algumas pessoas que, em certo momento obscuro da história, impuseram aos dominados, séculos atrás, este dogma, que virou hábito e que os comerciantes de peixes em geral estão a se beneficiar. Até hoje, muitos nada questionam a respeito. Por quê?   Comodismo?  Ignorância?
Muito interessante saber que Jesus, quando encarnado aqui na Terra, bem como seus seguidores, não cumpria com nenhum ritual determinado pela religião judaica.  Não jejuava, não lavava as mãos antes das refeições, pois, isto constituía-se num ritual, sendo severamente criticado pelos fariseus e perseguido também por isto.
Quando os judeus maldosos criticavam os discípulos de Jesus por não lavarem as mãos ou por comer o que era proibido na Bíblia, Ele ensinava:
- O mal é o que sai da boca do homem e não o que entra na boca do homem.
No que concerne aos sábados, também. Ele era criticado porque curava pessoas neste dia da semana. Então, Ele respondia:
 - O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado.
Por que Jesus não se preocupava com isso?
Simplesmente porque não havia e não há necessidade desses rituais ou posturas. São criações de pessoas que ainda não haviam entendido o ensino Dele que, certa vez, quando conversando com uma mulher samaritana, afirmou-lhe que Deus é Espírito e que viria o dia em que adoraríamos a Deus em Espírito e Verdade, conforme vê-se em João 4:4:
- Senhor, vejo que és profeta. Dize-me, então: nossos pais adoraram neste monte e vós outros dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.
- ...Mulher, crede-me. Virá a hora em que não será nem neste monte, nem em Jerusalém que adorareis o Pai. Deus é Espírito e em espírito e verdade é que o devem adorar os que o adoram.

Jesus é um Espírito Puro, ou seja, já evoluiu tudo o que poderiam evoluir os seres criados por Deus, progredindo por bilhões de anos nos bilhões de planetas e de galáxias pelo Universo afora. Só para dar uma ideia pálida da sua idade, há 4 bilhões e 500 milhões de anos, quando a Terra foi criada a partir de uma nebulosa, o Senhor Jesus aqui estava, juntamente com seus assessores, combinando os átomos e substâncias da nebulosa para formar os oceanos, os continentes, a composição do ar, da água e outros milhões de itens que compõem a complexidade da Terra, até chegar nos primeiros seres vivos, que evoluiriam, mais tarde, para os seres humanos, tais quais somos hoje.

Vejam que Ele já era Espírito Puro há 4,5 bilhões de anos. Já havia progredido tudo o que os filhos de Deus podem progredir bilhões de anos antes de ser convocado pelo Ser Supremo para organizar e administrar o nosso planeta.
Assim somos todos nós, os Espíritos criados por Deus, desde o início, simples e ignorantes, evoluindo material e espiritualmente, até atingirmos o ápice que é a condição de Espírito Puro.
Estamos na Páscoa, aquela antiga comemoração dos judeus de lembrarem a libertação do cativeiro egípcio, pois, eles foram escravos daquele povo por um longo tempo.
Atualmente, os religiosos e demais pessoas “comemoram” o massacre de Jesus. Ficam falando e encenando o Cristo arrastando a cruz, sangrando e sofrendo, pregado na cruz, mostrando o “coitadinho” sofrendo, com pregos grandes atravessando seus pés e suas mãos, os litros de sangue derramados... Em 2012, em Porto Alegre, tal representação atingiu o clímax do absurdo: o ator que foi "crucificado" morreu enforcado e ninguém percebeu. Tudo é demasiado tétrico. Todo o ano massacram o Cristo. Sempre a mesma coisa. Só mostram o “Senhor morto”. E culpam a todos o tempo todo.
Ninguém mostra quem realmente Jesus é. Nada falam ou sabem falar sobre o Ser magnífico que, por mais de três anos, mostrou o verdadeiro sentido da vida a milhares de pessoas, ajudando-as a superarem inúmeros problemas pessoais, curando principalmente seus Espíritos, pois, curar o corpo para Ele era e é muito fácil.
Jesus curou o corpo de centenas de pessoas, principalmente para mostrar que Ele era um Ser Superior e que estava a serviço de Deus, pois, naquele tempo os povos não tinham ainda maturidade intelectual e espiritual para compreenderem a mensagem divina. Contudo, Seu objetivo era curar a alma, que é a mesma coisa que Espírito, e o Seu Evangelho, a Sua Mensagem veio para curar os nossos Espíritos, abrir os nossos olhos para a realidade espiritual.
O Evangelho é toda uma demonstração de amor por todos nós, com Jesus mostrando o caminho da verdadeira felicidade.
Está na hora de acordarmos. Jesus não veio à Terra para tirar os pecados das pessoas e levar consigo, ou sentiu medo, como erroneamente pensam muitos, ou estava só. Ele estava e esteve muito bem acompanhado por seus assessores da Comunidade Espiritual mais elevada. Porém, seu sustento vinha, principalmente, do próprio Pai Maior. Está na hora de cair a ficha. Ele é um Ser Superior. Seu Espírito puro, mesmo encarnado, não poderia ter sentimentos de seres atrasados como nós. Um ser Elevado, como Ele, domina todas as situações, domina todos os seres de qualquer nível, de qualquer lugar no Universo. Jamais vai sentir medo em qualquer situação, até mesmo quando sabe que vai ser trucidado.  Ele passou por tudo aquilo sabendo antecipadamente o que os homens ignorantes daquela época fariam. Ele deixou-se imolar para dar o exemplo de como se enfrenta as dificuldades. Jesus teve aquela missão terrível aos nossos olhos, porém, sabia e estava preparado para cumpri-la. Erroneamente, as pessoas se culparam e se culpam até hoje por tudo o que aconteceu. E ficam remoendo até hoje. Só que Ele logo a seguir materializou-se, ficando por aqui cerca de quarenta dias nesta condição. Demonstrou que não estava magoado com ninguém ao aparecer para seus seguidores. Orientou a todos durante este tempo, sem jamais ter se queixado do que o corpo físico havia sido submetido. Por que? Como já dissemos, Jesus é um Espírito Superior, não é um Espírito qualquer. Os Espíritos Elevados não sofrem como nós sofremos, não se sentem abandonados como nos sentimos, não têm a consciência pesada como temos, não são atingidos por maldades e ódios como somos, não tendo, portanto, sentimentos de mágoa ou de vingança. Não podemos nos comparar com Ele, um Espírito Puro, dizendo, como dizem por aí, que Ele sofria como sofremos, que tinha tentações como temos, além de ter sido tentado por Satanás. Que absurdo! A Doutrina Espírita tem informações atualizadas sobre os Espíritos de todos os níveis. Estas informações estão ao alcance de todos. Basta que consultemos as obras básicas de Allan Kardec e dos demais autores Espíritas idôneos, encarnados ou desencarnados.
E, os Espíritas têm todas as informações para não pensarem simploriamente como até hoje outras orientações religiosas ainda sustentam. É o Consolador prometido pelo próprio Jesus, pois, esta é a hora necessária, em que a Humanidade terrestre se encontra mais carente, mais perdida.
Já estamos na Era do Espírito. Há 156 anos (1857), com a publicação de “O Livro dos Espíritos”, por Allan Kardec, maiores e mais profundos esclarecimentos foram transmitidos para os habitantes deste planeta, graças à bondade de Deus, que é o Amor Absoluto e, portanto, ama a todas as suas criaturas.
Então, graças ao amor do Ser Supremo, que nos criou para sermos melhores em todos os sentidos, crescendo intelectual e espiritualmente, para podermos compreender as maravilhas que nos cercam, além de podermos interagir com tudo, e colaborarmos com o Pai Supremo em suas obras, hoje, já temos uma visão melhor do que seja Deus e de quem seja Jesus.
Todos evoluímos. Não podemos ficar parados no tempo, como ocorre ainda com milhões de pessoas aqui na Terra, sempre batendo na mesma tecla, sempre vendo Jesus como apenas um “crucificado sangrento”, sofrendo, como se Ele se importasse com o massacre que sofreu. Ele é um Espírito Superior. Aqueles momentos ficaram para trás. Em pouquíssimos segundos, o Meigo Nazareno já estava em seu Paraíso Celestial.
Até hoje, séculos e séculos passados, as pessoas amaldiçoam Judas, o discípulo equivocado, que tinha uma visão política diferente sobre Jesus e sobre sua missão.
As religiões em geral nada sabem  sobre Judas, como nada sabem sobre ninguém que andou por aqui e partiu para o Além. Só sabem dizer que alguém é “santinho”, cobrando caro por isto, ou que alguém deve “arder” no fogo eterno, como fizeram e fazem com Judas e tantos outros.
E o perdão ensinado por Jesus?
Conta o Espírito Amélia Rodrigues, no livro Trigo de Deus, psicografia de Divaldo Franco, que, “antes de aparecer às mulheres que foram ao túmulo vazio, Jesus descera às regiões penosas do mundo inferior ao qual se arrojara Judas invigilante. Debatendo-se na constrição psíquica do laço que o enforcara e sob a truanesca zombaria daqueles Espíritos que o estimularam à tragédia, tornara-se o símbolo da suprema desdita. No aturdimento ímpar, sem poder ver o Amigo Divino, sentiu, momentaneamente, atenuarem-se-lhe as dores e a loucura, e ouviu-Lhe a voz dúlcida nos refolhos do ser:
“- Judas, sou Eu.
Confia e espera! Ainda há tempo. Nenhuma das minhas ovelhas se perderá.
Perdoa-te o ultraje, a fim de que te possas libertar da culpa e recuperar-te.
Acende a candeia da esperança e a sombra cederá.
Recorda o amor, de modo que a paz se te aninhe no coração.
Nunca te deixarei, nem te condenarei.
Hoje começa época nova e amanhã é o dia da vitória.
Repousa um pouco, pois os milênios te aguardam e eu também estarei esperando por ti”.
Suavizado o sofrimento pelo conforto da Presença, Judas adormeceu por um pouco, adquirindo forças para as futuras expiações redentoras.
Estava reservado ao Espiritismo, como a Terceira Revelação, nestes tempos, esclarecer-nos sobre todos os fatos do passado, bem como sobre tudo o que diz respeito à Espiritualidade, explicando-nos de onde viemos, o que somos, para onde vamos, além dos inúmeros “porquês” do sofrimento humano.
Há alguns anos, em uma visita que fazia à Jerusalém, o Espírito Humberto de Campos encontrou-se com o Espírito Judas, que estava em profunda meditação. O Espírito Humberto, então, avisado por um amigo que aquela criatura se tratava do antigo discípulo de Jesus, perguntou-lhe se era verdade tudo o que constava no Novo Testamento a respeito da sua personalidade, no tocante à condenação do Cristo, e o Espírito Judas explica:  “Em parte... Os escribas que redigiram os Evangelhos não atenderam às circunstâncias  e às tricas políticas que, acima dos meus atos, predominaram na nefanda crucificação. Pôncio Pilatos e o tetrarca da Galiléia, além dos seus interesses individuais na questão, tinham ainda a seu cargo salvaguardar os interesses do Estado romano, empenhado em satisfazer às aspirações religiosas dos anciãos  judeus. Sempre a mesma história. O Sinedrim desejava o reino  do Céu, pelejando por Jeová a ferro e fogo; Roma queria o reino da Terra. Jesus estava entre  essas forças antagônicas com a sua pureza imaculada. Ora, eu era um dos apaixonados pelas ideias socialistas do Mestre; porém, o meu excessivo zelo pela doutrina me fez sacrificar o seu fundador. Acima dos corações, eu via a política, única arma com a qual poderia triunfar e Jesus não obteria nenhuma vitória com o desprendimento das riquezas. Com as suas teorias nunca poderia conquistar as rédeas do poder, já que, em seu manto de pobre, se sentia possuído de um santo horror à propriedade. Planejei, então, uma revolta surda, como se projeta hoje em dia na Terra a queda de um chefe de Estado. O Mestre passaria a um plano secundário e eu arranjaria colaboradores para uma obra vasta e enérgica, como a que fez mais tarde Constantino Primeiro, o Grande, depois de vencer Maxêncio às portas de Roma, o que, aliás, apenas serviu para desvirtuar o Cristianismo. Entregando, pois, o Mestre a Caifás, não julguei que as coisas atingissem um fim tão lamentável e, ralado de remorsos, presumi que o suicídio era a única maneira de me redimir aos Seus olhos. Depois de minha morte trágica, submergi-me em séculos de sofrimento expiatório da minha falta. Sofri horrores nas perseguições infligidas em Roma aos adeptos da doutrina de Jesus e as minhas provas culminaram em uma fogueira inquisitorial, onde, imitando o Mestre, fui traído, vendido e usurpado. Vítima da felonia e da traição, deixei na Terra os derradeiros resquícios do meu crime, na Europa do século XV. Desde esse dia em que me entreguei por amor do Cristo a todos os tormentos e infâmias  que me aviltavam, com resignação e piedade pelos meus verdugos, fechei o ciclo  das minhas dolorosas reencarnações na Terra, sentindo na fronte o ósculo de perdão da minha própria consciência... E agora, irmanado com Ele, que se acha no seu luminoso Reino das Alturas, que ainda não é deste mundo, sinto nestas estradas o sinal dos seus passos divinos. Vejo-o ainda na cruz, entregando a Deus o seu destino... Sinto a clamorosa injustiça dos companheiros que o abandonaram inteiramente e me vem uma recordação carinhosa das poucas mulheres que o ampararam no doloroso transe. Em todas as homenagens a Ele prestadas, eu sou sempre a figura repugnante do traidor. Olho complacentemente os que me acusam sem refletir se podem atirar a primeira pedra... Quanto ao Divino Mestre, infinita é a Sua misericórdia e não só para comigo, porque, se recebi trinta moedas vendendo-o aos seus algozes, há muitos séculos Ele está  sendo criminosamente vendido no mundo, a grosso e a retalho, por todos os preços, em todos os padrões do ouro amoedado...”
E o Espírito Humberto de Campos conclui, dizendo: “e os novos negociadores do Cristo não se enforcam depois de vendê-lo”. (Crônicas de Além-Túmulo, psicografia de Chico Xavier)


Sim, depois de séculos de deturpações, perseguições e massacres, sem entender a vontade de Deus,  claramente gravadas na Sua mensagem, a partir do século XIX, a Doutrina do Cristo está sendo restaurada.
São os Espíritos Superiores, com a sua Doutrina Racional que estão tirando o véu de tudo que estava oculto. Já temos condições de entender e de assimilar a verdade, para sermos livres.
Com os esclarecimentos dos Espíritos de Luz, passamos a entender as palavras de Jesus, quem é Ele e o porquê do Seu Evangelho.
Todo o massacre do Cristo, no final, fica como algo menor, perto do Amor demonstrado por Ele para com todos, dando o exemplo de humildade, sem julgar ninguém, apenas orientando e amparando a Humanidade sofredora.
É isto o que realmente importa na vinda do Messias, ou seja, a Sua postura elevada, mostrando o caminho, trazendo notícias de que Deus é o nosso Amor de sempre, que quer somente o nosso bem.
Para tanto, é necessário que abramos as nossas mentes, que “tenhamos olhos de ver”, como Ele dizia.
Jesus resumiu tudo no “amai-vos uns aos outros”. Não criou nenhuma religião, cheias de dogmas, rituais e bobagens, como vemos por aí, e, que não seguiram e não seguem os seus verdadeiros ensinamentos, como historicamente está demonstrado com perseguições e massacres de inúmeros povos (Cruzadas e Inquisição).
Ele só pediu que nos amássemos. Que fizéssemos aos outros tudo o que gostaríamos que nos fosse feito. 
Toda a parafernália de dogmas, cerimônias, rituais, etc., ficaram por conta dos homens atrasados, que até hoje não entenderam e não querem entender que somos Espíritos e que encarnamos e reencarnamos na Terra para progredir.
São cegos conduzindo outros cegos, como Ele explicava.

Ouvindo as zombarias e ofensas que lhe eram dirigidas, naquela sexta-feira dita santa, no final, pediu ao Pai de Infinita Bondade:


Pai,  perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.

Até quando, Senhor?


 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013


Tragédias – Explicação Espírita
Estamos Preparados?
Onde buscar o consolo?

“Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador, para que fique eternamente convosco; o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós. Mas aquele Consolador, o Santo Espírito, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”. João, 14;15 a 17 e 26
Ouvimos notícias de todos os cantos do mundo relatando tragédias terríveis motivadas por desastres aéreos, desastres ferroviários, desastres rodoviários, desastres marítimos, vulcões, tsunamis, incêndios, epidemias, que dizimam milhares de criaturas, além de outras de menor monta, perpetradas por pessoas desequilibradas, algumas classificadas mesmo como passionais. Em geral, muitos destes acontecimentos nos tocam, mesmo tendo ocorrido em lugares distantes. É natural que procuremos esquecer os fatos ruins provenientes de tragédias que matam outros seres, pois que, racionalmente, entendemos que não temos poderes para mudar tais fatos, sendo preciso esquecê-los. Temos que seguir em frente. Infelizmente, existem pessoas que adoram remoer as dores, principalmente, os meios de comunicação que ganham audiência falando e mostrando cenas tétricas, revolvendo as feridas, comovendo milhões de telespectadores e ouvintes, batendo nas feridas abertas, prejudicando ainda mais as situações dos envolvidos, que por si só já são chocantes, sempre procurando culpados. O despreparo da grande maioria sobre as questões que dizem respeito à morte física ainda é muito grande, basta assistir TV ou ver na internet, ou ouvir rádio, que nos depararemos com a triste realidade, onde predominam as ideias materialistas, isto é, “perda” do parente, da casa, das coisas, etc. Tudo é tragédia. Ninguém indaga se Deus sabe ou não sabe o que acontece ou porque acontece. Alguns questionam o Criador, bradando porque não evitou tamanhas desgraças...

O Professor Allan Kardec foi quem primeiro tratou da Psicologia e da Educação para a Morte. Como ensina o Professor Herculano Pires, em seu livro “Educação para a Morte”, as religiões podiam ter prestado um grande serviço à Humanidade se houvessem colocado o problema da morte com naturalidade, porém, nascidas da magia e amamentadas pela mitologia, só fizeram complicar mais as coisas. As pessoas têm medo da morte porque os teólogos, desde a idade média,  introjetaram em suas consciências a farsa dos poderes divinos que as ameaçam do berço ao túmulo e além-túmulo, com o céu ou o inferno. Assim, não é de admirar que os pais e as mães, os parentes dos mortos se apavorem e se desesperem diante do fato irremissível da morte.

Jesus demonstrou que a morte se resolve na Páscoa da ressurreição, ou seja, que ninguém morre, que todos temos o corpo espiritual e vivemos no Além, bem mais vivos do que os encarnados aqui na Terra.

As religiões perderam a capacidade de socorrer e de consolar os que se desesperam com a morte de pessoas amadas, pois, seus instrumentos de consolação perderam a eficiência antiga que se apoiava no obscurantismo das populações, permanentemente ameaçadas pela ira de Deus. Estas mesmas religiões, que se auto intitulam como representantes de Deus e de Jesus aqui na Terra, confessam que nada sabem sobre a vida espiritual e aconselham a seus fiéis as práticas antiquadas das rezas e cerimônias.

O conhecimento Espírita abre-nos uma visão ampla e racional da vida, explicando-a de maneira convincente e permitindo-nos iniciar uma transformação íntima, que nos aproxima de Deus. Esse processo de compreensão dos problemas da vida passa pelo conhecimento de nós mesmos, como afirma Christiano Torchi em sua obra “Espiritismo,  Passo a Passo com Kardec”. Nesta importante obra, este autor diz-nos que “esmagadora percentagem dos habitantes do planeta, mergulhada na vida atribulada da atualidade, não está interessada nos problemas fundamentais da existência. A nossa prioridade tem sido a preocupação com os negócios, com a carreira profissional, com os  prazeres, com os problemas particulares. Consideramos questões como a existência de Deus e a imortalidade da alma matéria de competência de sacerdotes, de ministros religiosos, de filósofos e teólogos. Enquanto tudo vai bem em nossa vida, nem nos lembramos de que Deus existe e, quando lembramos, é apenas para fazer uma oração, ir ao templo, como se tais atitudes fossem simples obrigações, das quais todos temos que nos desincumbir de uma maneira ou de outra. A religião para muitos de nós representa mera formalidade social, algo sem muito significado; no máximo praticamos uma “religião de fachada”, por desencargo de consciência, para estar de bem com Deus e a sociedade. Outros, inclusive, sequer têm firme convicção daquilo que professam, alimentando sérias dúvidas a respeito”.

A Doutrina Espírita responde a inúmeras questões que afligem a Humanidade, como problemas morais, físicos, financeiros, morte, sentido da vida e destino dos homens, entre tantas outras questões.

Com a certeza da imortalidade, o homem trabalha, ama, espera, perdoa e se resigna; com a dúvida, impacienta-se, perde a perspectiva, porque nada espera do futuro, como ensina Allan Kardec.
 
E, ninguém passa por maus momentos, como costuma-se dizer, se não há um motivo. Com o estudo da Doutrina Espírita, aprendemos que existem Leis Divinas que regem todo o Universo, como por exemplo a Lei de Causa e Efeito, que é aplicada para restabelecer a Lei quando é atropelada por nós, com nossas atitudes em todos os tempos. Toda  expiação é uma prova, porém, nem toda prova é uma expiação. Todo sofrimento experimentado pelo Espírito nem sempre provém de faltas cometidas. Em certas circunstâncias o Espírito pode escolher um tipo de prova que lhe dê um impulso mais rápido em sua evolução.
E Deus não castiga seus filhos. Ele é Justiça total. Ele reeduca seus filhos. O sofrimento é inerente à imperfeição do Espírito em aprendizado. Deus corrige seus filhos para que eles aprendam e evoluam, haja vista que todos estamos a caminho da perfeição. Em cada encarnação avançamos nesta direção, progredindo sempre, tal é a lei, como já disse Kardec.

Diz Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, que “o homem é quase sempre o obreiro da sua própria infelicidade. Praticando a Lei de Deus, de muitos males se forrará e proporcionará para si mesmo felicidade tão grande quanto comporte a sua existência grosseira”.

Desse modo, o Espiritismo responde a muitas questões, esclarecendo a todos nós que aqui estamos temporariamente.

Tragédia no Circo

Conta o Espírito Humberto de Campos, por exemplo, que no ano 177, em Lyon, na Gália, dominada pelo império romano e hoje território francês, ao tempo em que era imperador Marco Aurélio, mais de vinte mil pessoas já haviam sido mortas, todas  por serem cristãs. Como teriam a visita de Lúcio Galo, famoso militar e amigo do imperador, planejaram, então, sob a direção de Álcio Plancus, uma recepção diferente para o renomado visitante, inovando nas apresentações de danças e lutas. Cada um dos presentes à reunião deveria levar um cristão. – Cada um de nós traga um... Essas pragas jazem escondidas por toda a parte... Caçá-las e exterminá-las é o serviço da hora...  Durante a noite inteira, mais de mil pessoas, ávidas de crueldade, vasculharam residências humildes e, no dia subsequente, ao Sol vivo da tarde, largas filas de mulheres e criancinhas, em gritos e lágrimas, no fim de soberbo espetáculo, encontraram a morte, queimadas nas chamas alteadas ao sopro do vento, ou despedaçadas pelos cavalos em correria.

- Quase dezoito séculos passaram sobre o tenebroso acontecimento... Entretanto, a justiça da Lei, através da reencarnação, reaproximou todos os responsáveis, que, em diversas posições de idade física, se reuniram de novo para dolorosa expiação, a 17 de dezembro de 1961, na cidade brasileira de Niteroi, em comovedora tragédia num circo. (Cartas e Crônicas-Espírito Humberto de Campos, médium C. Xavier)