Reflexão para 2014
Entramos o ano novo do mesmo modo como temos feito há décadas. Muito barulho, muita bebida, muita comida, muita bobagem, muitos acidentes fatais e centenas de outros com lesões irreversíveis. Tudo porque não refletimos ainda, a grande maioria dos habitantes deste planeta, de que somos Espíritos temporariamente encarnados e que a vida tem um grande objetivo: evoluir. Não estamos na Terra em férias. Todos temos que fazer algo, de acordo com nossas aptidões, para sermos úteis na sociedade em que vivemos, sem falarmos em nosso próprio sustento. Quem não gosta de trabalhar terá que compensar no futuro a sua indolência, pois, na natureza, todos os seres retribuem o que recebem da vida, de uma forma ou de outra, sendo úteis para alguma coisa. Milhões de pessoas sonharam com o prêmio da tal "mega da virada", mais uma ilusão vendida para aqueles que gostariam de ficar de "papo para o ar". Em poucas horas, ficamos sabendo que não fomos aquinhoados pela chamada "sorte", e temos que voltar à realidade, isto é, trabalhar. Por que a esmagadora maioria tem de trabalhar? Imaginem o mundo sem lixeiro, faxineira, cozinheiro, motorista, pedreiro, balconista, professor, médico, dentista, etc., pois a lista é grande de profissões e serviços indispensáveis para todos nós.
Por estes e por outros motivos, Paulo, o chamado "apóstolo dos gentios", disse: "Desperta, tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará! Portanto, andai prudentemente, não como néscios, mas como sábios, usando bem cada oportunidade, porquanto os dias são maus. Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor".
Deus é o sábio dos sábios, a origem de tudo. Portanto, Ele nos fez para progredirmos. Todo o Universo é movimento. Tudo se encadeia. Tudo é solidário. Em nenhum momento ficamos parados, muito menos no chamado "descanso eterno", como acreditam os incautos. Os Espíritos trabalham muito mais do que imaginamos. Jesus falava que Deus trabalha desde sempre e Ele também segue na labuta, uma vez que a morte não existe, como Ele próprio provou, retornando ao terceiro dia.
E o que esperamos do ano que se inicia. Temos reais esperanças ou temos ilusões?
Estou consciente do que faço neste planeta? Qual o meu papel?
Precisamos definir se estamos despertos e conscientes, para não repetirmos os mesmos enganos de sempre, típicos daqueles que não sabem o que fazem.
Diz Paulo que, se despertarmos, o Cristo nos iluminará.
Fazemos o que Jesus recomenda? Perdoamos sempre? Somos compreensivos, caridosos, tolerantes, pacíficos? Se fizermos o que Jesus recomenda, estaremos fazendo a vontade de Deus, nosso Pai Celeste.
Que neste novo ano prestemos mais atenção na mensagem de Jesus, chamada de Evangelho, para encontrarmos a verdadeira felicidade, sem as falsas ilusões das loterias, que os ladrões "roubam e as traças roem".
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
domingo, 1 de dezembro de 2013
Natal de Jesus
De quem é o aniversário?
De quem é o aniversário?
Chegamos ao final de mais um ano. Desde novembro já notamos as lojas se movimentando para oferecer inúmeros ítens que, de certa maneira, passaram a fazer parte da data que é a mais comemorada pelo dito mundo cristão. Existem bilhões de pessoas aqui na Terra que esta data nada significa.
E nós, nos dizemos cristãos porque nos achamos seguidores das ideias de Jesus, o Cristo. Há mais de dois mil anos Ele esteve aqui na Terra. Há vários séculos, a Igreja Católica aproveitou as comemorações que se faziam na Europa, entre os dias 22 e 25 de dezembro, em homenagem ao Sol, quando o inverno inicia naquele continente, em que reunia milhares de pessoas, para comerem e beberem, entre outras coisas, exageradamente.
Assim, temos inúmeras religiões que se dizem seguidoras do Cristo e, algumas, declaram que são as únicas representantes Dele aqui na Terra. Todas têm seus adeptos, que as sustentam, que lhes seguem os preceitos, pensando assim, ganhar o Céu, alcançar o Paraíso...
Simpatizantes destas religiões ou não, por não termos ainda assimilado a mensagem trazida pelo Enviado Divino, até hoje, nossos Natais têm se caracterizado mais por festas pagãs, como antigamente em Roma e na Europa, em geral.
Preparamos uma grande festa, com frangos e perus, bebidas de todos os tipos, inúmeras iguarias, enfeitamos as casas com pinheiros cheios de bolinhas e luzes, trocamos presentes. As pessoas compram eletrodomésticos novos, roupas novas, carros novos, etc. E dizemos que estamos comemorando o Natal. De quem? Nosso? Sim, porque o que menos lembramos é do aniversariante, pois, comemos e bebemos como se estivéssemos nas antigas festas romanas. Não nos reunimos para falar sobre o aniversariante, sobre o que Ele representa para todos nós.
Por que?
Porque, na verdade, Ele ainda não nasceu para nós, dentro de nós.
O Seu nascimento ainda não nos tocou, ainda não despertou em nós a grande mudança que o Seu toque divino desperta, iluminando, transmitindo amor, ensinando fraternidade.
Por isso esquecemos de que o Natal é o Seu aniversário, onde devemos comemorar o Seu nascimento para o bem de cada um de nós, para o bem da Terra, quando cada um de nós houver despertado a divindade que existe dentro de nós. Enquanto não fizermos isto, a Terra continuará na escuridão, com a violência que sofremos e que somos portadores ainda, com milhões de pessoas marginalizadas, com fome, com doenças, explorações e massacres de toda ordem.
E a maioria ainda pergunta: Por que?
Essa grande maioria até hoje não enxergou, não tem "olhos de ver". Logo após a crucificação de Jesus, o céu escureceu, armou-se uma tempestade. E o centurião comentou, como está no Evangelho: "Verdadeiramente este homem era filho de Deus. Na verdade este homem era justo."
Somos seguidores do "Justo"? Fazemos o que Ele pediu?
Quando compreendermos que Jesus é o aniversariante, deixando o nosso egoísmo de lado, vamos comemorar o Natal dando a Ele os melhores presentes, ao invés de comprar para nós "coisas".
E o presente que Ele espera de nós é "fazermos aos outros tudo o que gostaríamos que eles nos fizessem", todos os dias do ano e não só no final do ano, não só em dezembro, quando nos sensibilizamos com "alguma coisa no ar".
Um dia, sentiremos as alegrias do Natal de Jesus, todos os dias, porque seremos Seus seguidores de verdade, fazendo um mundo melhor, que chamaremos de "Nova Era".
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Sede Perfeitos
Cap. XVII, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo"
"Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; desse modo vos tornareis filhos de vosso Pai que está nos céus, porque Ele faz nascer o seu sol igualmente entre maus e bons, e cair a chuva sobre justos e injustos. Com efeito, se amais aos que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem também os publicanos a mesma coisa? E se saúdas apenas os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem também os gentios a mesma coisa? Portanto, deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito."
Explica Allan Kardec que, estas palavras de Jesus, "devem entender-se no sentido da perfeição relativa, a de que a Humanidade é suscetível e que mais a aproxima da Divindade. Em que consiste essa perfeição? Jesus o diz: "Em amarmos os nossos inimigos, em fazermos o bem aos que nos odeiam, em orarmos pelos que nos perseguem." Mostra ele, desse modo, que a essência da perfeição é a caridade na sua mais ampla acepção, porque implica a prática de todas as outras virtudes. Com efeito, se se observam os resultados de todos os vícios e, mesmo, dos simples defeitos, reconhecer-se-á nenhum haver que não altere mais ou menos o sentimento da caridade, porque todos têm seu princípio no egoísmo e no orgulho, que lhes são a negação; e isso porque tudo o que sobrexcita o sentimento da personalidade destrói, ou, pelo menos enfraquece os elementos da verdadeira caridade, que são: a benevolência, a indulgência, a abnegação e o devotamento. Não podendo o amor do próximo, levado até o amor dos inimigos, aliar-se a nenhum defeito contrário à caridade, aquele amor é sempre, portanto, indício de maior ou menor superioridade moral, donde decorre que o grau da perfeição está na razão direta da sua extensão. Foi por isso que Jesus, depois de haver dado a seus discípulos as regras da caridade, no que tem de mais sublime, lhes disse: "Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai celestial."
Segundo o Espírito Públio, Jesus se vale do imperativo Sede Perfeitos "para que entendamos que a busca da perfeição é uma ordem, um ordenamento inadiável, uma meta insubstituível para todos. Dela não há como fugir. Na longa luta da vida, importa que entendamos a ordem dada pelo Cristo a toda a posteridade. A perfeição é a meta, mas aquela que, efetivamente, seja a que transforme a essência, não se limitando às formalidades sociais. Exercitai o que existe de melhor dentro de vós - afirma Jesus quando ordena a todos que sejamos perfeitos. Oriundos do foco da perfeição, não nos aceitemos como um rascunho do caos. como uma forma monstruosa que combina a origem divina com a perversão da ignorância. Não aceitemos para nossa vida a conduta indigna que é tolerada com naturalidade pelo grande cortejo das pessoas medíocres que vivem a mesmice apoiadas umas na fraqueza das outras, como uma grande coluna de cupins que tudo corroem até derrubarem a árvore de que se alimentaram e que, agora, deixará de existir e matará toda a colônia de fome. Desculparmo-nos com a célebre afirmativa de que: todo mundo faz, todo mundo se comporta assim, todo mundo anda desse jeito... é continuar corroendo o ambiente que ruirá e levará todos os que lhe sejam participantes para o abismo. A perfeição é um convite ao esforço diário, à dedicação que pede trabalho, ao caminho que nos espera o sacrifício de caprichos, de desejos, de nossa imperfeição. A existência dos genes divinos em nosso Espírito nos impõe o dever de fazê-los ativos em nós, sob pena de aniquilarmos, com nossos desejos torpes, as gloriosas destinações que poderiam nos fazer Espíritos a caminho do Pai, espelhando-lhe as virtudes excelsas. E só nos tornamos verdadeiramente positivados em nós através do exercício constante e diário, vencendo o entulho inferior dos nossos modos de ser, das formas mesquinhas de nos relacionarmos com os outros, dos padrões da maioria, acostumada sempre ao caminho mais fácil da descida. O caminho para o fundo do abismo pede apenas falta de freio. Subir exige suor, coragem e determinação. A ordem do Cristo é, ao mesmo tempo, estímulo e advertência: Estimula-nos sobre nossas possibilidades de melhoria, na condição de filhos da perfeição e nos adverte de que se não nos preocuparmos em suar, necessariamente teremos que chorar. Lágrima ou suor serão as gotas santas que nos aproximarão da perfeição. (Espírito Públio-Da Terra para o Céu-André L. Ruiz)
Públio diz que "os materialistas temem a Verdade do Espírito porque ela vem tirar deles os prazeres mentirosos nos quais se deleitam ou nos quais fazem incidir seus semelhantes de cuja invigilância ou inocência se valem para ficar mais ricos. Inoculam o medo e o desespero para, criando mais enfermidades, movimentarem a indústria dos medicamentos e exames. Propiciam a fome ou os conflitos sociais para que suas estruturas comerciais estejam em plena atividade de fornecimento. Os materialistas se opõem a uma ordem mundial onde o Espírito prevaleça sobre os interesses da matéria porque isso os tiraria do trono dourado onde se acostumaram a sentar, pachorrentos e preguiçosos e de onde, com o esforço apenas de um dedo, pensam poder controlar o destino do mundo e das nações. A busca da perfeição, no entanto, continua sendo o nosso dever porque, tendo sido criados pela Perfeição Absoluta, dela recebemos todos os estímulos para que lográssemos a vitória e a conquista dos objetivos elevados que um Espírito criado pela mais poderosa força do Universo pode imaginar para si mesmo. Se disseram que fomos feitos à imagem e semelhança do Pai, tenhamos o cuidado de nos esmerar na imagem real que espelhemos, a fim de que, por ver-Se refletido apenas em nossos defeitos e misérias, Deus não se veja colocado na galeria dos horrores, como mais uma das assombrações horripilantes que os homens são tão talentosos para inventar.
A capacidade de realizar o Bem é o fator distintivo da condição de espírito humano, já que, com liberdade ampla para agir, está em condições de conhecer o Mal e o Bem, escolhendo o seu caminho. Por isso o esforço do Mundo Espiritual para que não nos permitamos cair nas mesmas práticas que se acham tão arraigadas em nosso ser, herança ancestral de nosso estágio no mundo dos irracionais. Descobrindo-se, acima de tudo, HERDEIRO DE DEUS, mais do que herdeiro dos primatas, o Homem entende que o que lhe compete fazer para o prosseguimento de sua trajetória ascendente é vivenciar as lições que enaltecem a conduta moral, a elevação de sentimentos, a capacidade de compreender o seu estágio evolutivo ao lado dos outros, igualmente filhos do mesmo Pai e detentores dos mesmos direitos. O homem percebe que, enquanto preferir ser o Homem de Si Mesmo, o Homem do Mundo, estará impedido de ser o Homem de Bem, único estágio que o prepara para os vôos do espírito que o aguardam quando tiver que deixar a carcaça de cal a caminho do ser angelical.
O próprio Embaixador Celestial por Excelência, veio ao mundo para dizer que todos somos filhos da Perfeição. Não nos contentemos com menos, já que, dentro de nós, carregamos os cromossomos Divinos. Sejamos dignos deles, no esforço do Bem acima de todos os nossos interesses e desejos mundanos, sob pena de demonstrarmos que, em realidade, apesar de termos sido criados por Deus com a destinação gloriosa das estrelas, nos interessamos mais em recusar-lhe a paternidade e voltar para o ambiente primitivo da floresta. (Espírito Públio-Relembrando a Verdade-André L. Ruiz)
Cap. XVII, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo"
"Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; desse modo vos tornareis filhos de vosso Pai que está nos céus, porque Ele faz nascer o seu sol igualmente entre maus e bons, e cair a chuva sobre justos e injustos. Com efeito, se amais aos que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem também os publicanos a mesma coisa? E se saúdas apenas os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem também os gentios a mesma coisa? Portanto, deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito."
Explica Allan Kardec que, estas palavras de Jesus, "devem entender-se no sentido da perfeição relativa, a de que a Humanidade é suscetível e que mais a aproxima da Divindade. Em que consiste essa perfeição? Jesus o diz: "Em amarmos os nossos inimigos, em fazermos o bem aos que nos odeiam, em orarmos pelos que nos perseguem." Mostra ele, desse modo, que a essência da perfeição é a caridade na sua mais ampla acepção, porque implica a prática de todas as outras virtudes. Com efeito, se se observam os resultados de todos os vícios e, mesmo, dos simples defeitos, reconhecer-se-á nenhum haver que não altere mais ou menos o sentimento da caridade, porque todos têm seu princípio no egoísmo e no orgulho, que lhes são a negação; e isso porque tudo o que sobrexcita o sentimento da personalidade destrói, ou, pelo menos enfraquece os elementos da verdadeira caridade, que são: a benevolência, a indulgência, a abnegação e o devotamento. Não podendo o amor do próximo, levado até o amor dos inimigos, aliar-se a nenhum defeito contrário à caridade, aquele amor é sempre, portanto, indício de maior ou menor superioridade moral, donde decorre que o grau da perfeição está na razão direta da sua extensão. Foi por isso que Jesus, depois de haver dado a seus discípulos as regras da caridade, no que tem de mais sublime, lhes disse: "Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai celestial."
Segundo o Espírito Públio, Jesus se vale do imperativo Sede Perfeitos "para que entendamos que a busca da perfeição é uma ordem, um ordenamento inadiável, uma meta insubstituível para todos. Dela não há como fugir. Na longa luta da vida, importa que entendamos a ordem dada pelo Cristo a toda a posteridade. A perfeição é a meta, mas aquela que, efetivamente, seja a que transforme a essência, não se limitando às formalidades sociais. Exercitai o que existe de melhor dentro de vós - afirma Jesus quando ordena a todos que sejamos perfeitos. Oriundos do foco da perfeição, não nos aceitemos como um rascunho do caos. como uma forma monstruosa que combina a origem divina com a perversão da ignorância. Não aceitemos para nossa vida a conduta indigna que é tolerada com naturalidade pelo grande cortejo das pessoas medíocres que vivem a mesmice apoiadas umas na fraqueza das outras, como uma grande coluna de cupins que tudo corroem até derrubarem a árvore de que se alimentaram e que, agora, deixará de existir e matará toda a colônia de fome. Desculparmo-nos com a célebre afirmativa de que: todo mundo faz, todo mundo se comporta assim, todo mundo anda desse jeito... é continuar corroendo o ambiente que ruirá e levará todos os que lhe sejam participantes para o abismo. A perfeição é um convite ao esforço diário, à dedicação que pede trabalho, ao caminho que nos espera o sacrifício de caprichos, de desejos, de nossa imperfeição. A existência dos genes divinos em nosso Espírito nos impõe o dever de fazê-los ativos em nós, sob pena de aniquilarmos, com nossos desejos torpes, as gloriosas destinações que poderiam nos fazer Espíritos a caminho do Pai, espelhando-lhe as virtudes excelsas. E só nos tornamos verdadeiramente positivados em nós através do exercício constante e diário, vencendo o entulho inferior dos nossos modos de ser, das formas mesquinhas de nos relacionarmos com os outros, dos padrões da maioria, acostumada sempre ao caminho mais fácil da descida. O caminho para o fundo do abismo pede apenas falta de freio. Subir exige suor, coragem e determinação. A ordem do Cristo é, ao mesmo tempo, estímulo e advertência: Estimula-nos sobre nossas possibilidades de melhoria, na condição de filhos da perfeição e nos adverte de que se não nos preocuparmos em suar, necessariamente teremos que chorar. Lágrima ou suor serão as gotas santas que nos aproximarão da perfeição. (Espírito Públio-Da Terra para o Céu-André L. Ruiz)
Públio diz que "os materialistas temem a Verdade do Espírito porque ela vem tirar deles os prazeres mentirosos nos quais se deleitam ou nos quais fazem incidir seus semelhantes de cuja invigilância ou inocência se valem para ficar mais ricos. Inoculam o medo e o desespero para, criando mais enfermidades, movimentarem a indústria dos medicamentos e exames. Propiciam a fome ou os conflitos sociais para que suas estruturas comerciais estejam em plena atividade de fornecimento. Os materialistas se opõem a uma ordem mundial onde o Espírito prevaleça sobre os interesses da matéria porque isso os tiraria do trono dourado onde se acostumaram a sentar, pachorrentos e preguiçosos e de onde, com o esforço apenas de um dedo, pensam poder controlar o destino do mundo e das nações. A busca da perfeição, no entanto, continua sendo o nosso dever porque, tendo sido criados pela Perfeição Absoluta, dela recebemos todos os estímulos para que lográssemos a vitória e a conquista dos objetivos elevados que um Espírito criado pela mais poderosa força do Universo pode imaginar para si mesmo. Se disseram que fomos feitos à imagem e semelhança do Pai, tenhamos o cuidado de nos esmerar na imagem real que espelhemos, a fim de que, por ver-Se refletido apenas em nossos defeitos e misérias, Deus não se veja colocado na galeria dos horrores, como mais uma das assombrações horripilantes que os homens são tão talentosos para inventar.
A capacidade de realizar o Bem é o fator distintivo da condição de espírito humano, já que, com liberdade ampla para agir, está em condições de conhecer o Mal e o Bem, escolhendo o seu caminho. Por isso o esforço do Mundo Espiritual para que não nos permitamos cair nas mesmas práticas que se acham tão arraigadas em nosso ser, herança ancestral de nosso estágio no mundo dos irracionais. Descobrindo-se, acima de tudo, HERDEIRO DE DEUS, mais do que herdeiro dos primatas, o Homem entende que o que lhe compete fazer para o prosseguimento de sua trajetória ascendente é vivenciar as lições que enaltecem a conduta moral, a elevação de sentimentos, a capacidade de compreender o seu estágio evolutivo ao lado dos outros, igualmente filhos do mesmo Pai e detentores dos mesmos direitos. O homem percebe que, enquanto preferir ser o Homem de Si Mesmo, o Homem do Mundo, estará impedido de ser o Homem de Bem, único estágio que o prepara para os vôos do espírito que o aguardam quando tiver que deixar a carcaça de cal a caminho do ser angelical.
O próprio Embaixador Celestial por Excelência, veio ao mundo para dizer que todos somos filhos da Perfeição. Não nos contentemos com menos, já que, dentro de nós, carregamos os cromossomos Divinos. Sejamos dignos deles, no esforço do Bem acima de todos os nossos interesses e desejos mundanos, sob pena de demonstrarmos que, em realidade, apesar de termos sido criados por Deus com a destinação gloriosa das estrelas, nos interessamos mais em recusar-lhe a paternidade e voltar para o ambiente primitivo da floresta. (Espírito Públio-Relembrando a Verdade-André L. Ruiz)
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Finados
Todos os anos, em muitos lugares neste planeta, assistimos, no dia 2 de novembro, ao culto dos mortos. Antes, porém, muitas pessoas reformam seus jazigos, enfeitando-os, tratando-os como se fossem moradas dos seus amados que já partiram da Terra. Percebe-se que as religiões até hoje nada fizeram para mudar tais procedimentos e, o que é pior, incentivaram-nos, num flagrante atestado de ignorância a respeito do Mundo Espiritual.
Allan Kardec, no Livro dos Médiuns, pergunta: Há Espíritos? Muitas pessoas dizem que não acreditam em Espíritos, dando a entender que também não acreditam em si, que existem.
A Doutrina Espírita vai além das religiões, pois, comprova, cientificamente, a imortalidade. E isto não é uma questão de convicção religiosa, mas de estar bem ou mal informado, uma vez que o Espírito já foi pesado, medido e entrevistado, em vários laboratórios. Na questão 85 de O Livro dos Espíritos, os Espíritos Superiores informaram a Kardec que o Mundo Espiritual é o principal, já existia antes e sobrevive a tudo.
Antes de sermos seres humanos, somos Espíritos, filhos de Deus. Por ocasião da morte do corpo físico ou desencarnação, este é restituído à Natureza. Já o Espírito, junto com o perispírito, vai para outras dimensões vibratórias.
Muitos Espíritos sofrem, após a morte física, por falta de preparo espiritual, por desconhecimento das Leis Divinas que regulam o interrelacionamento entre os dois mundos. É uma questão de atraso espiritual.
Quando nos apegamos aos bens terrenos, acabamos nos distanciando do Criador, não tendo noção do Mundo Espiritual, não o compreendendo.
Assim, o culto aos mortos, que no início tinha o significado de fertilidade, pois, acreditavam os povos antigos que eles deveriam ser enterrados como sementes para renascerem, com festas e orgias ao lado dos túmulos. A partir do século X, a Igreja Romana instituiu “finados”, destinado aos Espíritos que estariam no Purgatório.
Para o Espiritismo este é um dia como qualquer outro. Não precisamos ir a cemitérios para homenagear nossos entes queridos. O que sensibiliza os Espíritos não é a visita aos túmulos, mas a lembrança fraterna e a prece sincera dos que estão por aqui.
Para tanto, podemos pensar neles em qualquer dia e em qualquer lugar.
Campanha Diferente
O Espírito Humberto de Campos, escreve-nos, a pedido de seu amigo Capistrano, contando que, este, quando encarnado, ficara viúvo e criara sua única filha Marília com todo o carinho. Ocorreu, porém, que, a moça apaixonara-se por um jogador de futebol, e que, por não ter sido correspondida, suicidou-se ingerindo violento corrosivo. Desse modo, Capistrano despendeu metade do que possuia para erigir-lhe um túmulo, que passou a visitar e a enfeitar por cerca de 20 anos. Após sua morte, apegou-se ao sepulcro que venerava, ficando deitado sobre ele e clamando pela filha, não escutando muitos amigos que procuravam retirá-lo daquela situação. Após quatro anos, um orientador espiritual o conduziu à Rua General Polidoro, no Rio de Janeiro, e apontou-lhe um homem suarento e cansado, a carregar ternamente, nos próprios braços, triste menina muda, paralítica e pobre... "Ao fixar-lhe os olhos embaciados de criança-problema, a realidade espiritual clareou-me a razão. Surpreendera Marília reencarnada, em rudes padecimentos expiatórios, e, mais tarde, vim a saber que renascera por filha do mesmo homem que lhe fora motivo ao gesto tremendo de deserção... Desde essa hora, fugi das ilusões que me prendiam a pesadelo tão longo!... Acordei renovado, para novamente respirar e viver, trabalhar e servir..."
Assim, Capistrano pediu a Humberto de Campos: "- Escreva, meu amigo, escreva às criaturas humanas e informe, claramente, que os vivos da Espiritualidade agradecem o respeito e o carinho com que se lhes dignificam os restos, mas rogue para que se abstenham destes quadros fantásticos de vaidade ostentosa, com que se pretende honrar o nome dos que partiram... Peça para que socorram as crianças desajustadas e enfermas, enjeitadas e infelizes com o dinheiro mumificado nestes cofres de cinza... Diga-lhes para que se compadeçam dos meninos desamparados e que, provavelmente, muitos daqueles entes inolvidáveis que procuram nos carneiros de luxo, estão hoje em provações cruéis, nos institutos de correção ou no leito dos hospitais, na ociosidade das ruas ou em pardieiros esburacados que o progresso esqueceu... Fale da reencarnação e explique-lhes que muitos dos imaginados mortos que ainda amam, jazem sepultos em corpos vivos, quase sempre, desnutridos e atormentados, suplicando alimento e remédio, refúgio e consolação..." (Relatos da VIda-Espírito Humberto de Campos, médium C. Xavier)
Todos os anos, em muitos lugares neste planeta, assistimos, no dia 2 de novembro, ao culto dos mortos. Antes, porém, muitas pessoas reformam seus jazigos, enfeitando-os, tratando-os como se fossem moradas dos seus amados que já partiram da Terra. Percebe-se que as religiões até hoje nada fizeram para mudar tais procedimentos e, o que é pior, incentivaram-nos, num flagrante atestado de ignorância a respeito do Mundo Espiritual.
Allan Kardec, no Livro dos Médiuns, pergunta: Há Espíritos? Muitas pessoas dizem que não acreditam em Espíritos, dando a entender que também não acreditam em si, que existem.
A Doutrina Espírita vai além das religiões, pois, comprova, cientificamente, a imortalidade. E isto não é uma questão de convicção religiosa, mas de estar bem ou mal informado, uma vez que o Espírito já foi pesado, medido e entrevistado, em vários laboratórios. Na questão 85 de O Livro dos Espíritos, os Espíritos Superiores informaram a Kardec que o Mundo Espiritual é o principal, já existia antes e sobrevive a tudo.
Antes de sermos seres humanos, somos Espíritos, filhos de Deus. Por ocasião da morte do corpo físico ou desencarnação, este é restituído à Natureza. Já o Espírito, junto com o perispírito, vai para outras dimensões vibratórias.
Muitos Espíritos sofrem, após a morte física, por falta de preparo espiritual, por desconhecimento das Leis Divinas que regulam o interrelacionamento entre os dois mundos. É uma questão de atraso espiritual.
Quando nos apegamos aos bens terrenos, acabamos nos distanciando do Criador, não tendo noção do Mundo Espiritual, não o compreendendo.
Assim, o culto aos mortos, que no início tinha o significado de fertilidade, pois, acreditavam os povos antigos que eles deveriam ser enterrados como sementes para renascerem, com festas e orgias ao lado dos túmulos. A partir do século X, a Igreja Romana instituiu “finados”, destinado aos Espíritos que estariam no Purgatório.
Para o Espiritismo este é um dia como qualquer outro. Não precisamos ir a cemitérios para homenagear nossos entes queridos. O que sensibiliza os Espíritos não é a visita aos túmulos, mas a lembrança fraterna e a prece sincera dos que estão por aqui.
Para tanto, podemos pensar neles em qualquer dia e em qualquer lugar.
Campanha Diferente
O Espírito Humberto de Campos, escreve-nos, a pedido de seu amigo Capistrano, contando que, este, quando encarnado, ficara viúvo e criara sua única filha Marília com todo o carinho. Ocorreu, porém, que, a moça apaixonara-se por um jogador de futebol, e que, por não ter sido correspondida, suicidou-se ingerindo violento corrosivo. Desse modo, Capistrano despendeu metade do que possuia para erigir-lhe um túmulo, que passou a visitar e a enfeitar por cerca de 20 anos. Após sua morte, apegou-se ao sepulcro que venerava, ficando deitado sobre ele e clamando pela filha, não escutando muitos amigos que procuravam retirá-lo daquela situação. Após quatro anos, um orientador espiritual o conduziu à Rua General Polidoro, no Rio de Janeiro, e apontou-lhe um homem suarento e cansado, a carregar ternamente, nos próprios braços, triste menina muda, paralítica e pobre... "Ao fixar-lhe os olhos embaciados de criança-problema, a realidade espiritual clareou-me a razão. Surpreendera Marília reencarnada, em rudes padecimentos expiatórios, e, mais tarde, vim a saber que renascera por filha do mesmo homem que lhe fora motivo ao gesto tremendo de deserção... Desde essa hora, fugi das ilusões que me prendiam a pesadelo tão longo!... Acordei renovado, para novamente respirar e viver, trabalhar e servir..."
Assim, Capistrano pediu a Humberto de Campos: "- Escreva, meu amigo, escreva às criaturas humanas e informe, claramente, que os vivos da Espiritualidade agradecem o respeito e o carinho com que se lhes dignificam os restos, mas rogue para que se abstenham destes quadros fantásticos de vaidade ostentosa, com que se pretende honrar o nome dos que partiram... Peça para que socorram as crianças desajustadas e enfermas, enjeitadas e infelizes com o dinheiro mumificado nestes cofres de cinza... Diga-lhes para que se compadeçam dos meninos desamparados e que, provavelmente, muitos daqueles entes inolvidáveis que procuram nos carneiros de luxo, estão hoje em provações cruéis, nos institutos de correção ou no leito dos hospitais, na ociosidade das ruas ou em pardieiros esburacados que o progresso esqueceu... Fale da reencarnação e explique-lhes que muitos dos imaginados mortos que ainda amam, jazem sepultos em corpos vivos, quase sempre, desnutridos e atormentados, suplicando alimento e remédio, refúgio e consolação..." (Relatos da VIda-Espírito Humberto de Campos, médium C. Xavier)
sábado, 12 de outubro de 2013
O PROGRAMA ESPÍRITA NO RÁDIO E A ATITUDE DO ESPÍRITA II
Há cerca de um ano, fizemos uma pausa na apresentação do Programa Espírita na Rádio Metrópole, criando a Rádio Mundo Espírita na internet.
A www.radiomundoespirita.com , atingiu em parte os nossos objetivos e um outro público que tem acesso à internet. Infelizmente, a grande massa ainda não tem acesso a este importante instrumento de comunicação e grande parte ainda não criou o hábito de escutar rádio via internet.
A Rádio Mundo Espírita, inicialmente, tem uma proposta muito simples: visa divulgar o Espiritismo através da Música Espírita. Para isto, está no ar 24 horas, rodando as melhores músicas Espíritas compostas no Brasil. Temos solicitado a todos os músicos Espíritas brasileiros que nos enviem suas composições para divulgá-las em nossa webradio. Para quem se interessa pela Doutrina ou que aprofundá-la um pouco mais, no Blog da Rádio Mundo Espírita encontramos vários textos que abordam inúmeros temas que são analisados à luz da Doutrina Espírita.
Neste período transcorrido, isto é, cerca de um ano, recebemos inúmeros telefonemas de pessoas que se interessam pela mensagem Espírita, não conseguindo entender o que é uma webradio, ou seja, uma rádio que só pode ser acessada via internet, por computador, celular ou tablet. Vimos, então, a necessidade de voltarmos ao microfone de alguma emissora AM ou FM, para atingirmos o público que sempre nos preocupou: aquele que ouve rádio. Sempre tenho me referido aos irmãos Espíritas porque estes seriam as pessoas mais preparadas para desempenhar a grandiosa tarefa de repassar os postulados Espíritas para os milhões de desconhecedores e necessitados da Terceira Revelação. Assim, resolvemos procurar pessoas que, potencialmente, podem colaborar, solicitando-lhes apoio financeiro para este projeto.
Há cerca de um ano, fizemos uma pausa na apresentação do Programa Espírita na Rádio Metrópole, criando a Rádio Mundo Espírita na internet.
A www.radiomundoespirita.com , atingiu em parte os nossos objetivos e um outro público que tem acesso à internet. Infelizmente, a grande massa ainda não tem acesso a este importante instrumento de comunicação e grande parte ainda não criou o hábito de escutar rádio via internet.
A Rádio Mundo Espírita, inicialmente, tem uma proposta muito simples: visa divulgar o Espiritismo através da Música Espírita. Para isto, está no ar 24 horas, rodando as melhores músicas Espíritas compostas no Brasil. Temos solicitado a todos os músicos Espíritas brasileiros que nos enviem suas composições para divulgá-las em nossa webradio. Para quem se interessa pela Doutrina ou que aprofundá-la um pouco mais, no Blog da Rádio Mundo Espírita encontramos vários textos que abordam inúmeros temas que são analisados à luz da Doutrina Espírita.
Neste período transcorrido, isto é, cerca de um ano, recebemos inúmeros telefonemas de pessoas que se interessam pela mensagem Espírita, não conseguindo entender o que é uma webradio, ou seja, uma rádio que só pode ser acessada via internet, por computador, celular ou tablet. Vimos, então, a necessidade de voltarmos ao microfone de alguma emissora AM ou FM, para atingirmos o público que sempre nos preocupou: aquele que ouve rádio. Sempre tenho me referido aos irmãos Espíritas porque estes seriam as pessoas mais preparadas para desempenhar a grandiosa tarefa de repassar os postulados Espíritas para os milhões de desconhecedores e necessitados da Terceira Revelação. Assim, resolvemos procurar pessoas que, potencialmente, podem colaborar, solicitando-lhes apoio financeiro para este projeto.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
ALLAN
KARDEC
Todos os Espíritas sabem
que o expoente máximo do Espiritismo aqui na Terra nasceu no dia 3 de outubro
de 1804, na cidade de Lyon, França. Infelizmente, a grande maioria deles, bem
como das Casas Espíritas, ignoram esta data como se fosse pouco importante para
todos nós.
Falta a muitos, na
verdade, uma Consciência Espírita, como já asseverou o Espírito Humberto de
Campos, inclusive no tocante ao Espírito que desempenhou a grandiosa missão de
organizar a Doutrina dos Espíritos Superiores aqui na Terra.
Ao estudarmos as obras
ditadas pelos Espíritos a vários médiuns, encontramos valiosas informações sobre
muitos assuntos importantes para a Humanidade. Entre esses, alguns detalhes do
Prof. Hippolyte Léon Denizard Rivail.
Todos os Espíritas sabem
que Allan Kardec estudou em Yverdun, na Suiça, na escola do grande pedagogo
Pestalozzi, retornando à França aos 18 anos onde criou cursos gratuitos de
Química, Física, Anatomia Comparada, Astronomia, etc. Escreveu vários livros
sobre gramática, aritmética e educação pública, além de falar fluentemente
inglês, alemão, espanhol e italiano.
Todo o Espírita sabe que
Kardec casou-se com Amélie-Gabrielle Boudet, escritora e professora e que aos
cinquenta anos tomou conhecimento das mesas girantes por meio do sr. Fortier,
que o levou à residência da sra. Plainemaison, onde Kardec constatou que os
fenômenos provinham de uma causa inteligente independente do médium.
Sabemos inúmeros detalhes
da vida do Professor Rivail, antes dele tornar-se Allan Kardec, quando
finalizou os estudos sobre os fenômenos provocados pelos Espíritos e que o
levaram a escrever "O Livro dos Espíritos", tomando conhecimento, neste período,
da grande missão que a Espiritualidade Superior havia colocado em suas mãos.
Contudo, a grande maioria
ignora o alto nível desse Espírito que se chamou Allan Kardec e que contribuiu
para a implantação da Nova Era aqui na Terra, sendo o porta-voz dos Espíritos
Superiores, coordenados por Jesus.
Por não seguirem a orientação do Espírito de Verdade constante do cap. VI de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", exortando-nos a “amarmo-nos e a instruirmo-nos”, a grande maioria ignora o alto nível espiritual do fundador da Doutrina Espírita.
Por não seguirem a orientação do Espírito de Verdade constante do cap. VI de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", exortando-nos a “amarmo-nos e a instruirmo-nos”, a grande maioria ignora o alto nível espiritual do fundador da Doutrina Espírita.
Allan Kardec, portanto, é
um Espírito de grande elevação, daqueles que estão bem próximos de Jesus e que renasceu
na Terra como “simples” professor, tendo cumprido integralmente com a missão
que lhe fora incumbida.
Conta-nos o Espírito Humberto de Campos que “na noite de 31 de dezembro de 1799, em Esferas Superiores, reuniu-se grande assembleia de Espíritos sábios e benevolentes, para marcarem a entrada significativa do novo século. No deslumbrante espetáculo da Espiritualidade Superior, com a refulgência das suas almas, achavam-se Sócrates, Platão, Aristóteles, Apolônio de Tiana, Orígenes, Hipócrates, Luís de França, Vicente de Paulo, Joana D’Arc, Teresa d’Ávila, Catarina de Siena, Bossuet, Spinoza, Erasmo, Mílton, Cristóvão Colombo, Gutemberg, Galileu, Pascal, Swedenborg e Dante Alighiere para mencionar apenas alguns heróis e paladinos da renovação terrestre e, em plano menos brilhante, encontravam-se, no recinto maravilhoso, trabalhadores de ordem inferior, incluindo muitos dos ilustres guilhotinados da Revolução, quais Luís XVI, Maria Antonieta, Robespierre, Danton, Madame Roland, André Chenier, Bailly, Camile Desmoulins, e grandes vultos como Voltaire e Rousseau. Depois da palavra rápida de alguns orientadores eminentes, invisíveis clarins soaram na direção do plano carnal e, em breves instantes, do seio da noite, que velava o corpo ciclópico do mundo europeu, emergiu, sob a custódia de esclarecidos mensageiros, reduzido cortejo de sombras, que pareciam estranhas e vacilantes, confrontadas com as feéricas irradiações do palácio festivo. Era um grupo de almas, ainda encarnadas, que, constrangidas pela Organização Celeste, remontavam à vida espiritual para a reafirmação de compromissos. À frente, vinha Napoleão, que centralizou o interesse de todos os circunstantes. Era bem o grande corso, com os seus trajes habituais e com o seu chapéu característico. Recebido por diversas figuras da Roma antiga, que se apressavam em oferecer-lhe apoio e auxílio, o vencedor de Rívoli ocupou radiosa poltrona que, de antemão, lhe fora preparada. Entre aqueles que o seguiam, na singular excursão, encontravam-se respeitáveis autoridades reencarnadas no Planeta, como Beethoven, Ampere, Fulton, Faraday, Goethe, João Dalton, Pestalozzi, Pio VII, além de muitos outros campeões da prosperidade e da independência do mundo. Acanhados no veículo espiritual que os prendia à carne terrestre, quase todos os recém-vindos banhavam-se em lágrimas de alegria e emoção. O primeiro Cônsul da França, porém, trazia os olhos enxutos, não obstante a extrema palidez que lhe cobria a face. Recebendo o louvor de várias legiões, limitava-se a responder com acenos discretos, quando os clarins ressoaram, de modo diverso, como se se pusessem a voar para os cimos, no rumo do imenso infinito... Imediatamente uma estrada de luz, à maneira de ponte levadiça, projetou-se do Céu, ligando-se ao castelo prodigioso, dando passagem a inúmeras estrelas resplendentes. Em alcançando o solo delicado, contudo, esses astros se transformavam em seres humanos, nimbados de claridade celestial. Dentre todos, no entanto, um deles avultava em superioridade e beleza. Tiara rutilante brilhava-lhe na cabeça, como que a aureolar-lhe de bênçãos o olhar magnânimo, cheio de atração e doçura. Na destra, guardava um cetro dourado, a recamar-se de sublimes cintilações... Musicistas invisíveis, através dos zéfiros que passavam apressados, prorromperam num cântico de hosanas, sem palavras articuladas. A multidão mostrou profunda reverência, ajoelhando-se muitos sábios e guerreiros, artistas e pensadores, enquanto todos os pendões dos vexilários arriavam, silenciosos, em sinal de respeito. Foi então que o grande corso se pôs em lágrimas e, levantando-se, avançou com dificuldade, na direção do mensageiro que trazia o báculo de ouro, postando-se, genuflexo, diante dele. O celeste emissário, sorrindo, com naturalidade, ergueu-o, de pronto, e procurava abraçá-lo, quando o Céu pareceu abrir-se diante de todos, e uma voz enérgica e doce, forte como a ventania e veludosa como a ignorada melodia da fonte, exclamou para Napoleão, que parecia eletrizado de pavor e júbilo, ao mesmo tempo: - Irmão e amigo, ouve a Verdade, que te fala em meu espírito! Eis-te à frente do apóstolo da fé, que, sob a égide do Cristo, descerrará para a Terra atormentada um novo ciclo de conhecimento... César ontem, e hoje orientador, rende o culto de tua veneração, ante o pontífice da luz! Renova, perante o Evangelho, o compromisso de auxiliar-lhe a obra renascente!... Aqui se congregam conosco lidadores de todas as épocas. Patriotas de Roma e das Gálias, generais e soldados que te acompanharam nos conflitos da Farsália, de Tapso e de Munda, remanescentes das batalhas de Gergóvia e de Alésia aqui te surpreendem com simpatia e expectação... Antigamente, no trono absoluto, pretendias-te descendente dos deuses para dominar a Terra e aniquilar os inimigos... Agora, porém, o Supremo Senhor concedeu-te por berço uma ilha perdida no mar, para que te não esqueças da pequenez humana e determinou voltasses ao coração do povo que outrora humilhaste e escarneceste, a fim de que lhe garantas a missão gigantesca, junto da Humanidade, no século que vamos iniciar. Colocado pela Sabedoria Celeste na condição de timoneiro da ordem, no mar de sangue da Revolução, não olvides o mandato para o qual foste escolhido... Não acredites que as vitórias das quais foste investido para o Consulado devam ser atribuídas exclusivamente ao teu gênio militar e político. A Vontade do Senhor expressa-se nas circunstâncias da vida. Unge-te de coragem para governar sem ambição e reger sem ódio. Recorre à oração e à humildade para que te não arrojes aos precipícios da tirania e da violência!... Indicado para consolidar a paz e a segurança, necessárias ao êxito do abnegado apóstolo que descortinará a era nova, serás visitado pelas monstruosas tentações do poder. Não te fascines pela vaidade que buscará coroar-te a fronte... Lembra-te de que o sofrimento do povo francês, perseguido pelos flagelos da guerra civil, é o preço da liberdade humana que deves defender, até o sacrifício. Não te macules com a escravidão dos povos fracos e oprimidos e nem enlameies os teus compromissos com o exclusivismo e com a vingança!... Recorda que, obedecendo a injunções do pretérito, renasceste para garantir o ministério espiritual do discípulo de Jesus que regressa à experiência terrestre, e vale-te da oportunidade para santificar os excelsos princípios da bondade e do perdão, do serviço e da fraternidade do Cordeiro de Deus, que nos ouve em seu glorificado sólio de sabedoria e de amor! Se honrares as tuas promessas, terminarás a missão com o reconhecimento da posteridade e escalarás horizontes mais altos da vida, mas, se as tuas responsabilidades forem menosprezadas, sombrias aflições amontoar-se-ão sobre as tuas horas, que passarão a ser gemidos escuros em extenso deserto... Dentro do novo século, começaremos a preparação do terceiro milênio do Cristianismo na Terra. Novas concepções de liberdade surgirão para os homens, a Ciência erguer-se-á a indefiníveis culminâncias, as nações cultas abandonarão para sempre o cativeiro e o tráfico de criaturas livres e a religião desatará os grilhões do pensamento que, até hoje, encarceram as melhores aspirações da alma no inferno sem perdão!... Confiamos, pois, ao teu espírito valoroso a governança política dos novos eventos e que o Senhor te abençoe!... Cânticos de alegria e esperança anunciaram nos céus a chegada do século XIX e, enquanto o Espírito da Verdade, seguido por várias coortes resplandescentes, voltava para o Alto, a inolvidável assembleia se dissolvia... O apóstolo que seria Allan Kardec, sustentando Napoleão nos braços, conchegou-o de encontro ao peito e acompanhou-o, bondosamente, até religá-lo ao corpo de carne, no próprio leito. Em 3 de outubro de 1804, o mensageiro da renovação renascia num abençoado lar de Lyon, mas o Primeiro Cônsul da República Francesa, assim que se viu desembaraçado da influência benéfica e protetora do Espírito de Allan Kardec e de seus cooperadores, que retomavam, pouco a pouco, a integração com a carne, confiantes e otimistas, engalanou-se com a púrpura do mundo e, embriagado de poder, proclamou-se Imperador, em 18 de maio de 1804, ordenando a Pio VII viesse coroá-lo em Paris. Napoleão, contudo, convertendo celestes concessões em aventuras sanguinolentas, foi apressadamente sitiado, por determinação do Alto, na solidão curativa de Santa Helena, onde esperou a morte, enquanto Allan Kardec, apagando a própria grandeza, na humildade de um mestre-escola, muita vez atormentado e desiludido, como simples homem do povo, deu integral cumprimento à divina missão que trazia à Terra, inaugurando a era espírita-cristã, que, gradativamente, será considerada em todos os quadrantes do orbe como a sublime renascença da luz para o mundo inteiro. (Cartas e Crônicas-Espírito Humberto de Campos, Médium Chico Xavier)
Allan Kardec, portanto, é um Espírito de grande elevação, daqueles que estão bem próximos de Jesus e que renasceu na Terra como “simples” professor, tendo cumprido integralmente com a missão que lhe fora incumbida.
Conta-nos o Espírito Humberto de Campos que “na noite de 31 de dezembro de 1799, em Esferas Superiores, reuniu-se grande assembleia de Espíritos sábios e benevolentes, para marcarem a entrada significativa do novo século. No deslumbrante espetáculo da Espiritualidade Superior, com a refulgência das suas almas, achavam-se Sócrates, Platão, Aristóteles, Apolônio de Tiana, Orígenes, Hipócrates, Luís de França, Vicente de Paulo, Joana D’Arc, Teresa d’Ávila, Catarina de Siena, Bossuet, Spinoza, Erasmo, Mílton, Cristóvão Colombo, Gutemberg, Galileu, Pascal, Swedenborg e Dante Alighiere para mencionar apenas alguns heróis e paladinos da renovação terrestre e, em plano menos brilhante, encontravam-se, no recinto maravilhoso, trabalhadores de ordem inferior, incluindo muitos dos ilustres guilhotinados da Revolução, quais Luís XVI, Maria Antonieta, Robespierre, Danton, Madame Roland, André Chenier, Bailly, Camile Desmoulins, e grandes vultos como Voltaire e Rousseau. Depois da palavra rápida de alguns orientadores eminentes, invisíveis clarins soaram na direção do plano carnal e, em breves instantes, do seio da noite, que velava o corpo ciclópico do mundo europeu, emergiu, sob a custódia de esclarecidos mensageiros, reduzido cortejo de sombras, que pareciam estranhas e vacilantes, confrontadas com as feéricas irradiações do palácio festivo. Era um grupo de almas, ainda encarnadas, que, constrangidas pela Organização Celeste, remontavam à vida espiritual para a reafirmação de compromissos. À frente, vinha Napoleão, que centralizou o interesse de todos os circunstantes. Era bem o grande corso, com os seus trajes habituais e com o seu chapéu característico. Recebido por diversas figuras da Roma antiga, que se apressavam em oferecer-lhe apoio e auxílio, o vencedor de Rívoli ocupou radiosa poltrona que, de antemão, lhe fora preparada. Entre aqueles que o seguiam, na singular excursão, encontravam-se respeitáveis autoridades reencarnadas no Planeta, como Beethoven, Ampere, Fulton, Faraday, Goethe, João Dalton, Pestalozzi, Pio VII, além de muitos outros campeões da prosperidade e da independência do mundo. Acanhados no veículo espiritual que os prendia à carne terrestre, quase todos os recém-vindos banhavam-se em lágrimas de alegria e emoção. O primeiro Cônsul da França, porém, trazia os olhos enxutos, não obstante a extrema palidez que lhe cobria a face. Recebendo o louvor de várias legiões, limitava-se a responder com acenos discretos, quando os clarins ressoaram, de modo diverso, como se se pusessem a voar para os cimos, no rumo do imenso infinito... Imediatamente uma estrada de luz, à maneira de ponte levadiça, projetou-se do Céu, ligando-se ao castelo prodigioso, dando passagem a inúmeras estrelas resplendentes. Em alcançando o solo delicado, contudo, esses astros se transformavam em seres humanos, nimbados de claridade celestial. Dentre todos, no entanto, um deles avultava em superioridade e beleza. Tiara rutilante brilhava-lhe na cabeça, como que a aureolar-lhe de bênçãos o olhar magnânimo, cheio de atração e doçura. Na destra, guardava um cetro dourado, a recamar-se de sublimes cintilações... Musicistas invisíveis, através dos zéfiros que passavam apressados, prorromperam num cântico de hosanas, sem palavras articuladas. A multidão mostrou profunda reverência, ajoelhando-se muitos sábios e guerreiros, artistas e pensadores, enquanto todos os pendões dos vexilários arriavam, silenciosos, em sinal de respeito. Foi então que o grande corso se pôs em lágrimas e, levantando-se, avançou com dificuldade, na direção do mensageiro que trazia o báculo de ouro, postando-se, genuflexo, diante dele. O celeste emissário, sorrindo, com naturalidade, ergueu-o, de pronto, e procurava abraçá-lo, quando o Céu pareceu abrir-se diante de todos, e uma voz enérgica e doce, forte como a ventania e veludosa como a ignorada melodia da fonte, exclamou para Napoleão, que parecia eletrizado de pavor e júbilo, ao mesmo tempo: - Irmão e amigo, ouve a Verdade, que te fala em meu espírito! Eis-te à frente do apóstolo da fé, que, sob a égide do Cristo, descerrará para a Terra atormentada um novo ciclo de conhecimento... César ontem, e hoje orientador, rende o culto de tua veneração, ante o pontífice da luz! Renova, perante o Evangelho, o compromisso de auxiliar-lhe a obra renascente!... Aqui se congregam conosco lidadores de todas as épocas. Patriotas de Roma e das Gálias, generais e soldados que te acompanharam nos conflitos da Farsália, de Tapso e de Munda, remanescentes das batalhas de Gergóvia e de Alésia aqui te surpreendem com simpatia e expectação... Antigamente, no trono absoluto, pretendias-te descendente dos deuses para dominar a Terra e aniquilar os inimigos... Agora, porém, o Supremo Senhor concedeu-te por berço uma ilha perdida no mar, para que te não esqueças da pequenez humana e determinou voltasses ao coração do povo que outrora humilhaste e escarneceste, a fim de que lhe garantas a missão gigantesca, junto da Humanidade, no século que vamos iniciar. Colocado pela Sabedoria Celeste na condição de timoneiro da ordem, no mar de sangue da Revolução, não olvides o mandato para o qual foste escolhido... Não acredites que as vitórias das quais foste investido para o Consulado devam ser atribuídas exclusivamente ao teu gênio militar e político. A Vontade do Senhor expressa-se nas circunstâncias da vida. Unge-te de coragem para governar sem ambição e reger sem ódio. Recorre à oração e à humildade para que te não arrojes aos precipícios da tirania e da violência!... Indicado para consolidar a paz e a segurança, necessárias ao êxito do abnegado apóstolo que descortinará a era nova, serás visitado pelas monstruosas tentações do poder. Não te fascines pela vaidade que buscará coroar-te a fronte... Lembra-te de que o sofrimento do povo francês, perseguido pelos flagelos da guerra civil, é o preço da liberdade humana que deves defender, até o sacrifício. Não te macules com a escravidão dos povos fracos e oprimidos e nem enlameies os teus compromissos com o exclusivismo e com a vingança!... Recorda que, obedecendo a injunções do pretérito, renasceste para garantir o ministério espiritual do discípulo de Jesus que regressa à experiência terrestre, e vale-te da oportunidade para santificar os excelsos princípios da bondade e do perdão, do serviço e da fraternidade do Cordeiro de Deus, que nos ouve em seu glorificado sólio de sabedoria e de amor! Se honrares as tuas promessas, terminarás a missão com o reconhecimento da posteridade e escalarás horizontes mais altos da vida, mas, se as tuas responsabilidades forem menosprezadas, sombrias aflições amontoar-se-ão sobre as tuas horas, que passarão a ser gemidos escuros em extenso deserto... Dentro do novo século, começaremos a preparação do terceiro milênio do Cristianismo na Terra. Novas concepções de liberdade surgirão para os homens, a Ciência erguer-se-á a indefiníveis culminâncias, as nações cultas abandonarão para sempre o cativeiro e o tráfico de criaturas livres e a religião desatará os grilhões do pensamento que, até hoje, encarceram as melhores aspirações da alma no inferno sem perdão!... Confiamos, pois, ao teu espírito valoroso a governança política dos novos eventos e que o Senhor te abençoe!... Cânticos de alegria e esperança anunciaram nos céus a chegada do século XIX e, enquanto o Espírito da Verdade, seguido por várias coortes resplandescentes, voltava para o Alto, a inolvidável assembleia se dissolvia... O apóstolo que seria Allan Kardec, sustentando Napoleão nos braços, conchegou-o de encontro ao peito e acompanhou-o, bondosamente, até religá-lo ao corpo de carne, no próprio leito. Em 3 de outubro de 1804, o mensageiro da renovação renascia num abençoado lar de Lyon, mas o Primeiro Cônsul da República Francesa, assim que se viu desembaraçado da influência benéfica e protetora do Espírito de Allan Kardec e de seus cooperadores, que retomavam, pouco a pouco, a integração com a carne, confiantes e otimistas, engalanou-se com a púrpura do mundo e, embriagado de poder, proclamou-se Imperador, em 18 de maio de 1804, ordenando a Pio VII viesse coroá-lo em Paris. Napoleão, contudo, convertendo celestes concessões em aventuras sanguinolentas, foi apressadamente sitiado, por determinação do Alto, na solidão curativa de Santa Helena, onde esperou a morte, enquanto Allan Kardec, apagando a própria grandeza, na humildade de um mestre-escola, muita vez atormentado e desiludido, como simples homem do povo, deu integral cumprimento à divina missão que trazia à Terra, inaugurando a era espírita-cristã, que, gradativamente, será considerada em todos os quadrantes do orbe como a sublime renascença da luz para o mundo inteiro. (Cartas e Crônicas-Espírito Humberto de Campos, Médium Chico Xavier)
Allan Kardec, portanto, é um Espírito de grande elevação, daqueles que estão bem próximos de Jesus e que renasceu na Terra como “simples” professor, tendo cumprido integralmente com a missão que lhe fora incumbida.
Kardec, obrigado
O Espírito Humberto de Campos brinda-nos com um texto, que
resumimos, de agradecimento e de reconhecimento ao Espírito Superior que adotou
o pseudônimo de Allan Kardec:
“O Senhor te engrandeça por todos aqueles que emancipaste das
trevas e te faça bendito pelos que se renovaram perante o destino à força de
teu verbo e de teu exemplo!... Diante de ti, enfileiram-se, agradecidos e
reverentes, os que arrebataste à LOUCURA e ao SUICÍDIO com o facho da
esperança; os que arrancaste ao labirinto da OBSESSÃO com o esclarecimento
salvador; os pais desditosos que se viram atormentados por filhos insensíveis e
delinquentes, e os filhos agoniados que se encontraram na vala da frustração e
do abandono pela irresponsabilidade dos pais em desequilíbrio e que foram
reajustados por teus ensinamentos, em torno da reencarnação; os que renasceram
em dolorosos conflitos da alma e se reconheceram, por isso, esmagados de
angústia nas brenhas da provação, e os quais livraste da demência,
apontando-lhes as vidas sucessivas; os que se acharam arrasados de pranto,
tateando a lousa na procura dos entes queridos que a morte lhes furtou dos
braços ansiosos, e aos quais abriste os horizontes da sobrevivência,
insuflando-lhes renovação e paz, na contemplação do futuro; os que soergueste
do chão pantanoso do tédio e do desalento, conferindo-lhes, de novo, o anseio
de trabalhar e a alegria de viver; os
que aprenderam contigo o perdão das ofensas e abençoaram, em prece, aqueles
mesmos companheiros da Humanidade que lhes apunhalaram o espírito , a golpes de
insulto e de ingratidão; os que te ouviram a palavra fraterna e aceitaram com
humildade a injúria e a dor por instrumento de redenção; e os que desencarnaram
incompreendidos ou acusados sem crimes, abraçando-te as páginas consoladoras
que molharam com as próprias lágrimas... Todos nós, os que levantaste do pó da
inutilidade ou do fel do desencanto para as bênçãos da vida, estamos também
diante de ti!... E, identificando-nos na condição dos teus mais apagados
admiradores e com os últimos dos teus mais pobres amigos, comovidamente, em tua
festa, nós te rogamos permissão para dizer: “KARDEC, OBRIGADO!... MUITO
OBRIGADO!”... (Histórias e Anotações-Espírito Humberto de Campos, Médium Chico Xavier)
domingo, 14 de julho de 2013
Justiça Divina
Cap. VII, de O Céu e o Inferno
Cap. V de O Evangelho Segundo o
Espiritismo
Questões 132, 258 a 273, 398, 399,
998, de O Livro dos Espíritos
Muitas pessoas têm
tragédias pessoais, familiares ou de conhecidos a lamentar. Afora isto, todos
os dias pipocam nos noticiários inúmeros eventos trágicos, individuais e
coletivos, provenientes de fenômenos naturais, acidentais, bem como de atos de
violência, chocando a todos nós, levando-nos a indagar o porquê disso tudo, ou
onde está Deus que permite que tal ocorra. E aqui ainda não falamos dos que já
nascem com defeitos físicos e problemas mentais.
Quando Jesus disse que
seríamos bem-aventurados ao passarmos pelos grandes sofrimentos, deu-nos uma
orientação para que pudéssemos compreender que tudo tem sentido em nossas vidas,
isto é, tudo tem um motivo, uma causa. Como explica Allan Kardec, desde que
admitamos a existência de Deus, não podemos concebê-lo sem o infinito das
perfeições. Deus não age com capricho, pois, é soberanamente bom e justo. Só
podemos concluir que todos os nossos sofrimentos promanam de uma causa e, sendo
Deus justo, justa há de ser essa causa.
A partir daí, ao
compreendermos que em algum momento de nossas vidas, na vida atual ou nas vidas
anteriores, iniciamos a gerar as causas para todos os sofrimentos do presente,
percebemos que tudo tem uma explicação lógica, condizente com a sabedoria do
nosso Criador.
Quando atingimos este
nível de entendimento, a Doutrina Espírita torna-se para nós uma imensa luz
clareando os nossos caminhos. À medida em que adentramos aos conhecimentos
Espíritas, vemos que a reencarnação é imprescindível para a compreensão de
todos os acontecimentos que nos envolvem aqui na Terra.
Em “O Evangelho
Segundo o Espiritismo”, explica Allan Kardec: - “De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se preferirem,
promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua
causa na vida presente; outras, fora desta vida.” “Os sofrimentos devidos a
causas anteriores à existência presente, como os que se originam de culpas
atuais, são muitas vezes a consequência da falta cometida, isto é, o homem,
pela ação de uma rigorosa justiça distributiva, sofre o que fez sofrer aos
outros.” “Não há crer, no entanto, que todo o sofrimento suportado neste mundo
denote a existência de uma determinada falta. Muitas vezes são simples provas
buscadas pelo Espírito para concluir a sua depuração e ativar o seu progresso.”
Disseram os Espíritos
Superiores a Allan Kardec, em “O Livro dos Espíritos”, que a reencarnação está baseada na justiça e
na revelação. E Kardec comenta que “todos os Espíritos tendem à
perfeição e Deus lhes fornece os meios
pelas provas da vida corpórea, mas, em sua justiça, lhes faculta realizar, em
novas existências o que não puderam fazer ou concluir numa primeira prova.”
Quando Allan Kardec perguntou
aos Benfeitores Espirituais, na questão 132, sobre qual seria o objetivo da encarnação dos Espíritos, eles
responderam que “Deus lhes impõe a
encarnação com o objetivo de fazê-los chegar à perfeição. Para alguns é uma
expiação, para outros é uma missão.”
Na questão 399, Kardec
comenta: “As vicissitudes da
vida corporal são, ao mesmo tempo, uma expiação pelas faltas do passado e
provas para o futuro. Elas nos depuram e nos elevam segundo as suportemos com
resignação e sem murmurar. A natureza das vicissitudes e das provas que
suportamos pode, também, nos esclarecer sobre o que fomos e o que fizemos, como
neste mundo julgamos os fatos de um culpado pelos castigos que lhe inflinge a
lei. Assim, alguém será castigado no seu orgulho pela humilhação de uma
existência subalterna; o mau rico e o avaro, pela miséria; o que foi duro para
os outros, pela dureza que suportará; o tirano, pela escravidão; o mau filho,
pela ingratidão dos seus filhos; o preguiçoso, por um trabalho forçado, etc.”
Diz o Espírito Paulo,
Apóstolo, em comunicação para Kardec, em “O Livro dos Espíritos”, que, “gravitar
para a unidade divina, tal é o destino da Humanidade. Para alcançá-lo, três
coisas são necessárias: a justiça, o amor e a ciência; três coisas lhe são
opostas e contrárias: a ignorância, o ódio e a injustiça.”
No livro “O Céu e o
Inferno”, o Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, afirma que, “malgrado a diversidade dos gêneros
e dos graus de sofrimento dos Espíritos imperfeitos, o código penal da vida
futura pode se resumir nestes três princípios:
- O sofrimento está ligado à imperfeição.
- Toda imperfeição e toda falta que lhe é consequente
carrega consigo o seu próprio castigo, por suas consequências naturais e
inevitáveis, como a doença é a consequência dos excessos, o tédio a da
ociosidade, sem que haja uma condenação especial para cada falta e cada
indivíduo.
- Todo homem, podendo se desfazer das suas imperfeições,
por efeito da sua vontade, pode se poupar dos males que são as suas
consequências, e assegurar a sua felicidade futura.
Tal é a lei da Justiça Divina: a cada um segundo as suas
obras, no Céu como na Terra.”
Quando esteve aqui na
Terra, Jesus, além de divulgar as suas ideias que estão nos Evangelhos, agora
explicados racionalmente pela Doutrina Espírita, em vários momentos aprofundou
os seus ensinos com seus seguidores e muitas pessoas em particular. É por este
motivo que o apóstolo João escreveu que tudo o que Ele fez “não caberia no
mundo”. Na noite em que o senador fariseu Nicodemos o procurou, conforme consta
do Evangelho de João, cap. III, v. de 1 a 12, a Humanidade recebeu dele a
grandiosa lição de que “é necessário nascer de novo para conhecer o reino de Deus”,
isto é, Jesus havia proclamado para sempre a Lei da Reencarnação, como nos diz
o Espírito Humberto de Campos, no livro “Boa Nova”.
Após Nicodemos
retirar-se, profundamente surpreendido, Jesus explicou a André e a Tiago, que também
ficaram perplexos, dizendo-lhes: - Por que tamanha admiração, em face destas verdades? As árvores não
renascem depois de podadas? Com respeito aos homens, o processo é diferente,
mas o espírito de renovação é sempre o
mesmo. O corpo é uma veste. O homem é seu dono. Toda roupagem material acaba
rota, porém, o homem, que é filho de Deus, encontra sempre em seu amor os elementos
necessários à mudança do vestuário. A morte do corpo é essa mudança
indispensável, porque a alma caminhará sempre, através de outras experiências
até que consiga a imprescindível provisão de luz para a estrada definitiva no Reino de Deus, com toda a perfeição
conquistada ao longo dos rudes caminhos. Então,
André perguntou-lhe: - Mestre, já que o corpo é como que a roupa
material das almas, por que não somos todos iguais no mundo? Vejo belos jovens,
junto a aleijados e paralíticos...
- Acaso
não tenho ensinado, disse Jesus, que tem de chorar todo aquele que se
transforma em instrumento de escândalo? Cada alma conduz consigo mesma o
inferno ou o céu que edificou no âmago da consciência. Seria justo conceder-se
uma segunda veste mais perfeita e mais bela ao Espírito rebelde que estragou a
primeira? Que diríamos da sabedoria de Nosso Pai, se facultasse as
possibilidades mais preciosas aos que as utilizaram na véspera para o roubo, o
assassínio, a destruição? Os que abusaram da túnica da riqueza vestirão depois
as dos fâmulos e escravos mais humildes, como as mãos que feriram podem vir a
ser cortadas.
- Senhor, compreendo
agora o mecanismo do resgate, murmurou Tiago. Mas, observo que, desse modo, o
mundo precisará sempre do clima do escândalo e do sofrimento, desde que o
devedor, para saldar seu débito, não poderá fazê-lo sem que outro lhe tome o
lugar com a mesma dívida.
Jesus, então,
perguntou:
- Dentro
da lei de Moisés, como se verifica o processo da redenção?
Tiago respondeu: -
Também está escrito que o homem pagará “olho por olho, dente por dente”.
- Também
tu, Tiago estás procedendo como Nicodemos,
replicou Jesus. Como todos os homens,
aliás, tens raciocinado, mas não tens sentido. Ainda não ponderaste, talvez,
que o primeiro mandamento da lei é uma determinação de amor. Acima do “não
adulterarás”, do “não cobiçarás”, está o “amar a Deus sobre todas as coisas, de
todo o coração e de todo o entendimento”. Como poderá alguém amar o Pai,
aborrecendo-lhe a obra? Contudo, não estranho a exiguidade de visão espiritual
com que examinaste o texto dos profetas. Todas as criaturas hão feito o mesmo.
Investigando as revelações do céu com o egoísmo que lhes é próprio, organizaram
a justiça como o edifício mais alto do idealismo humano. E, entretanto, coloco
o amor acima da justiça do mundo e tenho ensinado que só ele cobre a multidão
dos pecados. Se nos prendemos à lei de
talião, somos obrigados a reconhecer que onde existe um assassino haverá, mais
tarde, um homem que necessita ser assassinado; com a lei do amor, porém,
compreendemos que o verdugo e a vítima são dois irmãos, filhos de um mesmo Pai.
Basta que ambos sintam isso para que a fraternidade divina afaste os fantasmas
do escândalo e do sofrimento.
Abelhas
O Espírito Hilário
Silva relata que, no ano de 1769, Maria Amélia, planejando eliminar sua prima
Tereza Cristina para que ela não roubasse o seu noivo, levou-a para um passeio
a cavalo às margens do rio, onde se encontravam abelhas mortíferas. Ao chegar
ao local, disparou a arma em direção às patas do cavalo da prima e, em razão
disso, o animal empinou, fazendo Tereza cair no chão com um grito de dor. Ao
ouvir o zumbido das abelhas, Maria Amélia afugentou o cavalo de Tereza
Cristina, afastando-se rapidamente, pois sua intenção era que as abelhas atacassem
a prima.
Quando o cadáver de
Tereza Cristina foi encontrado quase disforme, pareceu um acidente, pois o tiro
não fora ouvido e todos acreditavam que Maria Amélia havia escapado “por
milagre”. Porém, duzentos anos depois, o Espírito Maria Amélia, em uma nova
reencarnação, teve morte idêntica à de sua prima Tereza Cristina. Isso você
fica sabendo através das notícias dos jornais da cidade mineira de Uberlância,
em 1969. Com a manchete: “Abelhas voltam a atacar – moça morta em piquenique”,
eles informam que abelhas atacaram um grupo de moças reunidas quando lanchavam
às margens de um riacho, e que uma delas, a mais atingida pelas abelhas
mortíferas, faleceu em um dos hospitais da cidade.
É claro que a jovem
que morreu era a reencarnação do Espírito Maria Amélia, assassina da prima.
Embora ela não tivesse acertado contas com a justiça humana naquela encarnação
de 1769, acertou com a Justiça Divina em 1969, duzentos anos depois, sem que
fosse preciso outra pessoa matá-la. Conforme Jesus: “A cada um será dado segundo
suas obras”. (Histórias
da Vida, Espírito Hilário Silva-Antonio B. Filho)
O Merecimento
Conta-nos o Espírito
Hilário Silva que Saturnino Pereira era
francamente dos melhores homens. Amoroso mordomo familiar. Companheiro dos
humildes. A caridade em pessoa. Onde houvesse dor a consolar, aí estava de
plantão. Não só isso. No trabalho, era o amigo fiel do horário e do otimismo.
Nas maiores dificuldades, era um sorriso generoso, parecendo raio de sol
dissipando as sombras. Por isso mesmo, quando foi visto de mão a sangrar, junto
à máquina de que era condutor, todas as atenções se voltaram para ele, entre o
pasmo e a amargura. Saturnino ferido! Logo Saturnino, o amigo de todos... Suas
colegas de fábrica rasgaram peças de roupa, a fim de estancar o sangue a correr
em bica. O chefe da tecelagem, solícito, conduziu-o ao automóvel, internando-o
de pronto em magnífico hospital. Operação feliz. O cirurgião informou, sorrindo:
- Felizmente, nosso amigo perderá simplesmente o polegar. Todo o braço direito
está ferido, traumatizado, mas será reconstituído em tempo breve. Longe desse
quadro, porém, o caso merecia apontamentos diversos: - Por que um desastre
desses com um homem tão bom? – murmurava uma companheira.
- Tenho visto tantas mãos criminosas saírem ilesas, até mesmo
de aviões projetados no solo, e justamente o Saturnino, que nos ajuda a todos,
vem de ser a vítima! – comentava um amigo.
- Devemos ajudar Saturnino. – Cotizemo-nos todos para ajudá-lo.
Mas também não faltou quem dissesse: - Que adianta a religião, tão bem
observada? Saturnino é Espírita convicto e leva a sério o seu ideal. Vive para
os outros. Na caridade é um herói anônimo. Por que o infausto acontecimento? –
expressava-se um colega materialista.
E à tarde, quando o acidentado apareceu muito pálido, com o
braço direito em tipoia, carinho e respeito rodearam-no por todos os lados.
Saturnino agradeceu a generosidade de que fora objeto. Sorriu, resignado.
Proferiu palavras de agradecimento a Deus. Contudo, estava triste.
À noite, em companhia da esposa, compareceu à reunião
habitual do templo Espírita que frequentava. Sessão íntima. Apenas dez pessoas
habituadas ao trato com os sofredores. Consagrado ao serviço da prece, o
operário, em sua cadeira humilde, esperava o encerramento, quando Macário, o
orientador espiritual das tarefas, após traçar diretrizes, dirigiu-se a ele,
bondoso: - Saturnino, meu filho, não se creia desamparado, nem se entregue a
tristeza inútil. O Pai não deseja o sofrimento dos filhos. Todas as dores
decretadas pela Justiça Divina são aliviadas pela Divina Misericórdia, toda vez
que nos apresentamos em condições para o desagravo. Você hoje demonstra
indiscutível abatimento. Entretanto, não tem motivo. Quando você se preparava
ao mergulho no berço terrestre, programou a excursão presente. Excursão de
trabalho, de reajuste. Acontece, porém, que formulou uma sentença contra você
mesmo... Fez uma pausa e prosseguiu: - Há oitenta anos, era você poderoso
sitiante no litoral brasileiro e, certo dia, porque pobre empregado enfermo não
lhe pudesse obedecer às determinações, você, com as próprias mãos, obrigou-o a
triturar o braço direito no engenho rústico. Por muito tempo, no Plano
Espiritual, você andou perturbado, contemplando mentalmente o caldo de cana
enrubescido pelo sangue da vítima, cujos gritos lhe ecoavam no coração. Por
muito tempo, por muito tempo... E continuou:
- E você implorou existência humilde em que viesse a perder
no trabalho o braço mais útil. Mas, você, Saturnino, desde a primeira mocidade,
ao conhecer a Doutrina Espírita, tem os pés no caminho do bem aos outros. Você
tem trabalhado, esmerando-se no dever... Não estamos aqui para elogiar, porque
você continua lutando, lutando... e o plantio disso ou daquilo só pode ser
avaliado em definitivo por ocasião da colheita. Sei, porém, que hoje, por
débito legítimo, alijaria você todo o braço, mas perdeu só um dedo...
Regozije-se, meu amigo! Você está pagando, em amor, seu empenho à Justiça... De
cabeça baixa, Saturnino derramava grossas lágrimas. Lágrimas de conforto, de
apaziguamento e alegria...
Na manhã seguinte, mostrando no rosto amorável sorriso,
compareceu, pontual, ao serviço. E porque o fiscal do relógio lhe estranhasse o
procedimento, quando o médico o licenciara por trinta dias, respondeu
simplesmente: - O senhor está enganado. Não estou doente. Fui apenas acidentado
e posso servir para alguma coisa. E caminhando, fábrica a dentro, falou alto,
como se todos devessem ouví-lo: - Graças à Deus! (A Vida Escreve, Espírito Hilário
Silva-Chico e Waldo)
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